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66 :: H ISTÓRIA :: M ÓDULO 1 primeiros descobridores das minas e habitantes da região. “Emboabas” era o nome dado aos forasteiros: portugueses, pernambucanos, baianos. Os conflitos ocorreram entre 1707 e 1709; O governo português tratou de tomar uma série de medidas de caráter administrativo, no sentido de controlar, fiscalizar e garantir ao máximo que o ouro chegasse às suas mãos. Para isso, criou novos tipos de impostos, estabeleceu controle sobre os habitantes da região mineradora e implantou forças policiais para manter a ordem e garantir a obediência às regras da Coroa. As novas regras criadas também geraram reações de grandes mineradores, descontentes com as perdas geradas pelos impostos e pela fiscalização. A Revolta de Vila Rica, em 1720, foi um desses episódios, gerada pelo estabelecimento das Casas de Fundição – onde todo o ouro encontrado deveria ser transformado em barras e receber o selo real. Ao colocar o selo no ouro, a Coroa portuguesa imediatamente extraía um quinto de seu valor como imposto. E todo o ouro sem o selo seria considerado contrabando, passível de punição exemplar. Nessa revolta, o líder da conspiração contra as Casas de Fundição era Felipe dos Santos, um rico minerador português. Ele foi denunciado e condenado à forca, sendo morto em praça pública e depois esquartejado. No entanto, sua morte não significou o fim das revoltas contra a Coroa portuguesa em Vila Rica. O desenvolvimento da economia mineradora (século XVIII) A descoberta do ouro no Brasil representou para o governo de Portugal uma saída para a crise econômica que atravessava desde o fim da União Ibérica (1580–1640), que signifcou gastos militares e a perda de colônias na África e Ásia. A exploração das riquezas naturais e da produção agrícola do Brasil colonial vai tornou- se uma possibilidade de recuperação, não apenas para a Coroa portuguesa, mas para os súditos do reino em dificuldades econômicas. A notícia da descoberta de ouro espalhou-se rapidamente e logo muitos migrantes, dentro do território colonial, correram para a região das minas. Pouco tempo depois, vieram imigrantes europeus, sobretudo portugueses A atividade mineradora, permitia a participação de indivíduos com poucos recursos, pois tratava-se de ouro de aluvião depositado, principalmente, no leito dos rios. Os primeiros garimpeiros a chegar à região das minas eram homens livres, pobres, em busca de um meio de vida. Muitos deles vinham da experiência das expedições bandeirantes, desbravando o território e criando as primeiras rotas A chegada de outros indivíduos, sem conhecimento do local, disputando uma área que eles haviam desbravado, criou uma série de conflitos, ainda no começo do século XVIII. Esses conflitos fizeram parte da chamada “Guerra dos Emboabas”, opondo os chamados forasteiros aos bandeirantes paulistas – Brasil colonial no século XVIII :: Economia e ocupação do território Macapá Belém Óbidos Barcelos São Luís Fortaleza Santarém Borba Natal João Pessoa Olinda Recife Vila Boa Salvador Cuiabá Vila Bela Diamantina Porto Seguro Cáceres Sabará Ribeirão do Carmo Vila Rica Vitória S. João del Rei São Paulo Sorocaba Rio de Janeiro Santos Iguape Curitiba Oceano Atlântico Cana-de-açúcar Pecuária Laguna Mineração Drogas do sertão Fonte: Adaptado de Atlas Histórico Escolar do Mec As transformações no Brasil colonial O desenvolvimento da mineração trouxe uma série de mudanças para a socie- dade colonial brasileira. Foram alterados o perfil e a distribuição da população, com tantas e tão numerosas migrações para a região sudeste. As cidades cresceram no sudeste e receberam migrantes que não só se dedicaram à mineração, mas também ao setor de serviços e atividades complementares, tais como: pequeno comércio, transporte, construção de casas, fabricação de móveis, artesanato, entre muitos ou- tros ofícios. Havia ainda os funcionários de diferentes níveis da administração colonial,