CAPÍTULO 5:: 53 ingleses ocupavam as terras próximas ao litoral. Com o aumento da imigração para a América inglesa, a pressão sobre os colonos franceses aumentou e muitos conflitos ocorreram. Muitas vezes, comunidades indígenas participaram desses enfrentamentos armados, principalmente através de alianças feitas com os franceses. Mas, o número pequeno de colonos da França e a pressão pela ocupação das terras por parte de imigrantes ingleses acabaram dificultando a permanência dos franceses. Após a independência americana, a Luisiana acabou sendo vendida para o novo governo dos Estados Unidos em 1803.
� � ����������� �������
A sociedade inglesa atravessou nos séculos XVI e XVII um período de muitos conflitos religiosos e políticos, resultado da mesma conjuntura de reformas religiosas que havia provocado os enfrentamentos entre católicos e protestantes na França. Como vimos no capítulo 3, na Inglaterra o rei era o chefe de uma nova igreja, a Anglicana, e o desafio era combater católicos e calvinistas que não aceitavam a nova religião.
No século XVI, esses conflitos internos e a ameaça constante de invasão pela Espanha fizeram com que a monarquia inglesa não se voltasse para a ocupação de terras americanas. Somente no final desse século, o primeiro núcleo de povoamento inglês foi fundado em terras americana, mas sem sucesso
Entretanto, a iniciativa estava tomada. No início do século XVII, a Coroa inglesa entregou a duas empresas a concessão para fundar colônias. Essas empresas eram particulares, fundadas por comerciantes que receberam do rei o direito de cuidar do povoamento da América. Para isso, elas seriam responsáveis pelos custos com o transporte de colonos e os artigos necessários para sua fixação no território americano. A parte norte ficou sob a responsabilidade da Companhia Plymouth e a parte sul com a Companhia Londres. Entre as duas regiões, a Coroa reservou para si uma extensão de terras.
Em 1607, foi fundada a primeira colônia no sul, Virgínia – em homenagem à rainha Elisabeth. A cidade de Jamestown foi criada pelos primeiros colonos, que passaram por enormes dificuldades nos primeiros tempos. Na Virgínia, também se estabeleceu uma assembleia, responsável pelo governo da colônia com participação de seus moradores do sexo masculino.
Em 1613, foi a vez dos holandeses de fundar um núcleo de povoamento nas terras reservadas à Coroa inglesa. A cidade foi chamada de Nova Amsterdã, localizada numa ilha que os holandeses compraram dos índios. Alguns fortes ao sul de Nova Amsterdã também foram construídos pelos holandeses. Após a derrota para a Inglaterra, numa guerra em 1664, a Holanda transferiu para mãos britânicas sua colônia na América do Norte, que foi doada pelo rei inglês a seu irmão, Duque de York. Nova Amsterdã passou então a se chamar Nova York.
No norte, com a chegada dos puritanos – seguidores das igrejas calvinistas que sofriam uma enorme perseguição na Inglaterra – surgiu, em 1620, a colônia de Massachussets. Ali, os colonos estabeleceram um governo baseado em regras religiosas extremamente rígidas, com uma grande vigilância sobre a população. Dessa primeira colônia se originaram mais três durante o século XVII, e que foram destino de um grande número de imigrantes europeus.
Até o final do século XVII, doze colônias haviam sido fundadas por ingleses na América. Geórgia, a décima terceira, foi criada no século seguinte. A Coroa britânica buscou promover a colonização através de diferentes mecanismos.
Como já dissemos, algumas foram fundadas por companhias de comerciantes ou por colonos que ocuparam as novas terras. Outras foram fundadas a partir de doações que a Coroa inglesa fez a alguns indivíduos escolhidos. A partir daí, eles organizaram a ocupação e as regras de governo em suas colônias.
É importante prestar atenção ao fato de que estamos falando de treze colônias totalmente independentes entre si, com governos separados e leis diferentes. O povoamento também ocorreu em momentos diferentes, com pessoas que vieram de vários países da Europa. Somente muito mais tarde, após a independência, é que se formou uma unidade – o país chamado Estados Unidos da América.
L. Hurón
Georgia 1732
L. Erie
����� �������� �� ������� �� �����
Carolina do Sul 1713
L. Ontario Nova York 1664
Pennsylvania 1681
Philadelphia Maryland 1632
Virginia 1624
Carolina do Norte 1713
Charleston
Maine
New Hampshire 1629 Massachusetts Boston 1691
Connecticut 1662 Rhode Island
1663
Nova York New Jersey 1664 Delaware 1682
Fonte: GILBERT, Martin. American History Atlas. Londres: Weindelfeld y Nicholson, 1968.( adaptado)
Uma característica das colônias inglesas na América era a existência de uma maior autonomia nas atividades econômicas e decisões políticas. Envolvida em crises políticas internas e muito mais interessada na conquista de posições importantes no comércio oriental, principalmente na Índia, a metrópole inglesa não se empenhou em criar um controle efetivo sobre suas terras na América.
As colônias praticaram o que muitos autores chamam de autogoverno. Os funcionários da Coroa inglesa não estavam presentes em grande número na América e, por isso, os próprios habitantes organizaram-se em assembleias para cuidar das leis, impostos e dos negócios de sua colônia. O mesmo acontecia com as relações comerciais, que não eram organizadas através do exclusivo comercial, que nós já analisamos no caso da América espanhola.
Com isso, não queremos dizer que a monarquia e o Parlamento na Inglaterra nunca tenham se preocupado em fazer leis e regular os assuntos coloniais. O fato é que o cumprimento e a fiscalização das leis e regras feitas pela metrópole eram