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120:: HISTÓRIA:: MÓDULO 1
Exercícios
1)( Enem / 2007) Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos. O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida“ civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e“ naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. [...] E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações.
Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional. In: I. Sachs; J. Willheim; P. S. Pinheiro( Orgs.). Brasil: um século de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80.
Levando-se em consideração as afirmações acima, relativas à estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência política( 1822), é correto afirmar que o país
( A) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado no período colonial.
( B) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou a produção no trabalho livre.
( C) se tornou dependente da economia europeia por realizar tardiamente sua industrialização em relação a outros países.
( D) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no país sem trazer ganhos para a infraestrutura de serviços urbanos.
( E) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu capitais em vários setores produtivos.
2)( Enem / 2007) Abolição da escravatura
1850 Lei Eusébio de Queirós( fim do tráfico negreiro)
1871 Lei do Ventre Livre( liberdade para os filhos de escravos nascidos a partir dessa data)
1885 Lei dos Sexagenários( liberdade para os escravos maiores de 60 anos)
1888 Lei Áurea( abolição da escravatura)
Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta.
( A) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país.
( B) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em cativeiro.
( C) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos.
( D) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no Brasil.
( E) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis antiescravidão no Brasil.
3)( Enem / 2006) No início do século XIX, o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão científica para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade indígena. Referindo-se ao indígena, ele afirmou:
Permanecendo em grau inferior da humanidade, moralmente, ainda na infância, a civilização não o altera, nenhum exemplo o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento progressivo [...]. Esse estranho e inexplicável estado do indígena americano, até o presente, tem feito fracassarem todas as tentativas para conciliá-lo inteiramente com a Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e feliz.
MARTIUS, Carl Von. O estado do direito entre os autóctones do Brasil. Belo Horizonte / São Paulo: Itatiaia / EDUSP, 1982.
Com base nessa descrição, conclui-se que o naturalista Von Martius
( A) apoiava a independência do Novo Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do que fazia a missão europeia, respeitavam a flora e a fauna do país.
( B) discriminava preconceituosamente as populações originárias da América e advogava o extermínio dos índios.
( C) defendia uma posição progressista para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão satisfeito e feliz.
( D) procurava impedir o processo de aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das populações originárias da América.
( E) desvalorizava os patrimônios étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a missão“ civilizadora europeia”, típica do século XIX.
4)( Enem / 1999) Viam-se de cima as casas acavaladas umas pelas outras, formando ruas, contornando praças. As chaminés principiavam a fumar; deslizavam as carrocinhas multicores dos padeiros; as vacas de leite caminhavam com o seu passo vagaroso, parando à porta dos fregueses, tilintando o chocalho; os quiosques vendiam café a homens de jaqueta e chapéu desabado; cruzavam-se na rua os libertinos retardios com os operários que se levantavam para a obrigação; ouvia-se o ruído estalado dos carros de água, o rodar monótono dos bondes.
AZEVEDO, Aluísio de. Casa de Pensão. São Paulo: Martins, 1973.
O trecho, retirado de romance escrito em 1884, descreve o cotidiano de uma cidade, no seguinte contexto:
( A) a convivência entre elementos de uma economia agrária e os de uma economia industrial indicam o início da industrialização no Brasil, no século XIX.
( B) desde o século XVIII, a principal atividade da economia brasileira era industrial, como se observa no cotidiano descrito.
( C) apesar de a industrialização ter-se iniciado no século XIX, ela continuou a ser uma atividade pouco desenvolvida no Brasil.
( D) apesar da industrialização, muitos operários levantavam cedo, porque iam diariamente para o campo desenvolver atividades rurais.
( E) a vida urbana, caracterizada pelo cotidiano apresentado no texto, ignora a industrialização existente na época.