ou seja, a partir do avanço da fronteira agrícola proporcionada pela viabilização da oferta e livre demanda do agronegócio, a área da pré-amazônia se encontra praticamente descaracterizada a partir das ações antrópicas de “desenvolvimento” proposto pela pressão do capital.
Para tanto, a fim de estabelecer um roteiro efetivo e abrangente dos dias de trabalho de campo, bem como sua organização quanto cada visita e vivência se fez necessário uma sistematização diária, a fim de abarcar com efetividade cada momento e experiência satisfatoriamente.
A revista irá abranger em cada capítulo as principais vivências obtidas ao longo dos dias de trabalho. Será apresentado, nos capítulos seguintes, uma breve caracterização geológica, climática e geomorfológica, partindo do princípio global, como plano de fundo a região amazônica, em seguida será abarcado uma escala local de percepção e análise, mais efetivamente o município de Alta Floresta, no Estado do Mato Grosso. Cabe salientar, também, que além de caracterizar os dias do trabalho de campo, também será exposta a modificação da paisagem ao longo do trajeto, suas principais características geomorfológicas e fisiográficas, a fim de contemplar ao máximo tudo apreendido ao longo dos dez dias de viagem.
A seguir serão apresentados sucintamente os dias de trabalho e suas principais vivências.
Dia 1 (24 de maio de 2019): Saída do Rio de Janeiro;
Dia 2 (25 de maio de 2019): Chegada em Cuiabá para pernoite, rumo ao município de Alta Floresta;
Dia 3 (26 de maio de 2019): Deslocamento em direção ao município de Alta Floresta, com chegada durante a noite;
Dia 10 (2 de junho de 2019): Chegada no Estado do Rio de Janeiro.
Após uma breve exposição dos dias de trabalho de campo e suas principais atividades, para uma apreensão efetiva da área de estudo serão apresentadas algumas características geográficas pertinentes, bem como histórico de ocupação e desenvolvimento do município de Alta Floresta, no Estado do Mato Grosso.
Dia 3 (26 de maio de 2019): Deslocamento em direção ao município de Alta Floresta, com chegada durante a noite;
Dia 4 (27 de maio de 2019): Primeiro dia de atividades. Visita ao sítio agroflorestal da Marcelly e Alisson, com uma roda de conversa com o Renato, representante do Movimento de Atingidos por Barragens, o Dorvan, um agricultor familiar da região e participante de movimentos de resistência ao avanço do agronegócio, e o Alexandre, responsável pelo Instituto Ouro Verde, entidade que será apresentada mais efetivamente a seguir;
Dia 5 (28 de maio de 2019): Travessia de barco no Rio Teles Pires e Cristalino, trilha e palestra no Floresta Amazônica Hotel, com a guia e bióloga Mariana, responsável pela Reserva do Patrimônio Particular Natural no Parque Estadual do Cristalino e por fim conversa com os representantes de aldeias indígenas;
Dia 6 (29 de maio de 2019): Visitação na Usina Hidrelétrica de Colíder e Feira de Siscos (Sistema de Comercialização Solidária) em Alta Floresta;
Dia 7 (30 de maio de 2019): Deslocamento de retorno para Cuiabá;
Dia 8 (31 de maio de 2019): Visita ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães;
Dia 9 (1 de junho de 2019): Deslocamento para o Rio de Janeiro;
Dia 10 (2 de junho de 2019): Chegada no Estado do Rio de Janeiro.
AMAZÔNIA JULHO 2019