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E N T R E V I S T A
O relato fiel do 18 de junho de 1944
Empresário Rubens Costa, que assinou a ata de fundação da Acic, conta os detalhes
daquela reunião no Cine Rovaris durante uma manhã de domingo
BRUNA BORGES
A
fascinação que hoje leva milhares de jo-
vens para as salas de cinema em todo o
mundo é a mesma que sentia o adoles-
cente Rubens Costa nos anos 40, quan-
do seguia com seus amigos para as sessões no
Cine Rovaris, na Praça Nereu Ramos, em Criciúma.
Aquele era um dos seus locais preferidos de lazer,
mas também foi naquela sala que, aos 18 anos, ele
participou do início da história da Associação Em-
presarial de Criciúma, ainda sob
a denominação de Associação
“O Abílio
Comercial de Cresciúma, a Acic.
gente naquele dia, muitos que tinham loja, como
o meu pai. Quando chegou na hora de fazer a vo-
tação, cada um tinha que assinar a ata e o Rubens
Costa foi lá, com 18 anos, representando o pai”,
conta.
VIDA EMPRESARIAL
Talvez o jovem Rubens não soubesse o quanto
aquela assinatura significaria para a história da cida-
de. Também não imaginava que, anos mais tarde,
tornaria-se genro de Elias Angeloni, prefeito que
presidiu a assembleia de fundação da Acic. Mas,
certamente começava ali, ain-
da que de forma despretensio-
Paulo era o
sa, uma carreira de sucesso no
cinema e nesse mundo dos negócios, exemplo
para o mundo empresarial.
dono do
No aniversário de 75 anos da
entidade, Rubens Costa, agora
dia ele colocou a sala
com 94 anos de idade, conta os
Três anos após a fundação da
à disposição para a
detalhes daquele 18 de junho de
entidade, Rubens Costa prestou
1944, momento que testemu-
mais um serviço de destaque
reunião”.
nhou ao deixar a sua assinatura
para a cidade ao trabalhar na
Rubens Costa,
na ata de fundação. “O Abílio
primeira agência da Caixa Eco-
sobre o dia da fundação da Acic
Paulo era o dono do cinema e
nômica Federal, ao lado de dois
nesse dia ele colocou a sala à
outros colegas. Ficou dois anos
disposição para a reunião. Era domingo, estavam
no setor de Cadastro e Abertura de Contas do ban-
todos na missa e, depois, foram todos para lá, os
co. Por esse pioneirismo, é lembrado até hoje em
homens arrumados, vestindo as gravatas, porque
homenagens constantes que recebe da instituição
era domingo, dia de missa”, relembra Costa.
bancária.
A ocasião reunia em sua maioria comerciantes e
políticos – nomes que já tinham peso na socieda-
de e alguns que despontavam no cenário local e
estadual – e o convidado especial para participar
da assembleia era o pai de Rubens, senhor Man-
sueto Costa. Porém, ele não pôde estar presente
e mandou o filho para lhe substituir. “Tinha muita
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Já em 1949, quando a cerâmica começava a se
tornar a atividade com maior expansão na cidade
– parte importante na decisão da mudança de de-
nominação da Acic –, decidiu Costa ir trabalhar no
setor administrativo da Cerâmica Santa Catarina,
a Cesaca, empresa que teve o seu pai, Mansueto,