Mindset Magazine | Ano 1 | Número 1 | Janeiro 2019 Mindset magazine Janeiro 2019A | Seite 54
Porquê?
Porque a Culpa que ela lança sobre si própria irá
sempre funcionar como um impedimento
inconsciente, lançando um sentimento de
desmerecimento que vai sabotando todos os
esforços que possa encetar para atingir a Felicidade.
Ou seja, se eu carrego Culpa (mesmo que seja numa
dimensão muito leve, ou quase subtil), não me
sentirei merecedor de estar bem, de me sentir feliz.
E este é um “circuito cognitivo” que observo muito
frequentemente.
Uma espécie de “vírus” que carregamos no nosso
inconsciente que vai sabotando todos os passos que
se possam dar para o caminho da Felicidade.
Também quando a Culpa é lançada para o outro, e
se fica numa espécie de revolta ou ressentimento
subtil ou mais explícito, parece que ficamos presos
ao passado à espera da reposição de uma justiça
Universal. Neste caso, à espera do castigo do outro.
Algo que nos prende ao passado, mantendo-nos no
papel de vítima, consumindo-nos energia e
impedindo-nos de avançar no nosso merecido
caminho da Felicidade.
Todas estas situações me foram ensinando o quanto
necessário é cumprir esta etapa de Paz, para
podermos desbravar o Feliz Caminho.
*a pedido do autor, este texto não segue as normas do acordo ortográfico
Neste processo de pacificação interna (e para o
exterior), a perspectiva prática que apresento não
é aquela habitual distribuição de Perdão por todas
as frentes e dimensões, como habitualmente se
defende ou se apregoa. Não, necessariamente.
Mais do que nos obrigarmos a perdoar, a nós
próprios ou aos outros, importa parar de
(auto)recriminar. Abrindo-se janelas de
compreensão e aceitação, sem termos de
concordar ou perdoar.
Se pelo menos esta primeira etapa for cumprida,
cada um começará a sentir vislumbres de Paz. Que
poderão ser então consolidados, respeitando a
história de cada um e a sua dor pessoal.
Desta forma, trabalha-se então - estrategicamente
- o atingir da Felicidade – de um modo menos
directo, talvez. Mas mais alicerçado e consolidado.
Porque à medida que este apaziguamento se vai
conseguindo, a Naturalidade de que
Fernando/Alberto nos escrevia no seu poema vai
surgindo.
E a Felicidade vai visitando-nos cada vez mais
frequentemente, mantendo-se bem perto por cada
vez mais tempo.
MÁRIO RUI SANTOS
HIPNOTERAPEUTA, FORMADOR E COORDENADOR
mrs@marioruisantos.net
www.MarioRuiSantos.net
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