Mindset Magazine | Ano 1 | Número 1 | Janeiro 2019 Mindset magazine Janeiro 2019A | Page 14
COMUNICAÇÃO POSITIVA:
UMA LINGUAGEM DE RESPONSABILIDADE
Há vários estudos que mostram a prevalência da comunicação não verbal sobre a
verbal, ou seja, quando o corpo diz uma coisa e as palavras
outra. Esta informação é particularmente relevante quando
CARLA PINTO
estamos a comunicar com crianças.
Uma mulher feliz, mãe e apaixonada
Peggy O´Mara disse que « a forma como falamos com os
por temas da Parentalidade e
nossos filhos torna-se a sua voz interior» por isso é
Educação Positivas.
importante que nos possamos lembrar que as crianças
Licenciada em Serviço Social.
ouvem aquilo que lhes dizemos e a forma como o fazemos.
Pós-graduada em Comportamentos
Pensemos na forma como interagimos com os nossos filhos.
Aditivos e em Parentalidade e
Como é que comunicamos com eles?
Educação Positivas.
Tudo o que veem, ouvem, sentem, tocam e até cheiram
Fundadora da Tribo dos Afetos,
tem impacto no seu cérebro e, por conseguinte, influencia
projeto de intervenção social e
a forma como encaram e interagem com o seu mundo
pedagógico junto de pais e outros
– incluindo a família, a escola, os amigos e até mesmo,
educadores com o grande objetivo
de promover relações baseadas no
consigo próprios. Na verdade, são as experiências que
respeito mútuo e um vínculo forte
moldam o cérebro, daí a forma como nós (pais, educadores,
entre adultos e crianças.
família), colocamos por palavras essas vivências que vão
ser estruturantes na construção da sua auto-estima e nas relações interpessoais.
Magda Dias (2018,p.155) considera que a forma como falamos e as palavras que usamos não são um mero
detalhe e fazem toda a diferença. Por detrás da forma como comunicamos estão os nossos valores e as nossas
intenções. Pessoalmente quando comunico com o meu filho quero que o respeito mútuo, a autenticidade, a
empatia e responsabilidade estejam sempre presentes, embora nem sempre o consiga.
Como praticar uma comunicação mais positiva?
A comunicação positiva é um modelo de comunicação que nos ajuda a exprimir de uma forma honesta, clara e
empática, respeitando-nos e respeitando o outro. (Dias, 2018)
Esta comunicação faz uso da comunicação não-violenta (CNV) desenvolvida por Marshall Rosenberg e aquilo
que se faz é descrever o que se vê, o que se sente e de que se precisa, fazendo-se, normalmente um pedido no
final.
ANA PEDROSO
TRANSFORMADORA DE VIDAS
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