os tipos de sistemas de controle de velocidade
e colisão eletrônicos mais comuns utilizados
em ferrovias da época. Sua espetacular viagem ao futuro foi mostrada na Feira Mundial
de 1939, pela General Motor, com desenhos de
pistas que se assemelhavam a trilhos, mantendo os carros dentro de suas próprias “faixas”.
A ideia era ir de carro até a rodovia normalmente e em seguida, aci onar os sistemas
automáticos que guiariam o carro automaticamente ao ponto de saída da estrada desejada, fazendo com que o motorista pudesse se
ocupar em outras atividades durante o trajeto. Conceitos como trilhas magnéticas construídas na superfície da estrada, calhas, ou
trilhos de trem como envolvente de rodas de
aço escondidos no interior de cada pneu, já
faziam parte de seus pensamentos da época.
Passados 80 anos, as ideias básicas sobre
carros e estradas inteligentes mudaram um
pouco. Objetivos principais como segurança, rapidez, acesso, partilha de mais carros
na estrada, conceitos de segurança inteligentes, dentre outros pontos se mantiveram
buscando aumentar a fluidez e velocidade do
tráfico nas estradas do mundo. O autor Donald Norman em seu livro “O Design do Futuro” discute inúmeras questões quanto a
maneira que nos relacionamos às máquinas
atualmente e como as mesmas deveriam se
relacionar com seus operadores para responder a estes tipos de objetivos. Através deste
pensamento, o mesmo faz uma analogia interessante em relação ao “Cavalo X Cavaleiro”.
“Pensa em quem anda a cavalo. O cavaleiro
“lê”o cavalo, assim como o cavalo lê o seu
cavaleiro. Cada um transmite informações para
o outro sobre o que vem pela frente. Cavalos
se comunicam com seus cavaleiros através de
linguagem corporal, marcha, a prontidão para
prosseguir e o seu comportamento em geral:
cauteloso, arisco e impaciente, animado e
brincalhão. Por sua vez, os cavaleiros se comunicam com os cavalos com linguagem corporal,
o modo como sentam, as pressões exercidas
por seus joelhos, pés e calcanhares, e os sinais
que comunicam com as suas mãos as rédeas.
Os cavaleiros também comunicam desenvoltura
e domínio, ou desconforto e apreensão. Essa
interação é o exemplo positivo número dois. Ela
é de especial interesse porque é um exemplo
de dois sistemas sencientes, cavalo e cavaleiro, ambos inteligentes, ambos interpretando o
mundo e comunicando as suas interpretações
um ao outro.”
( Norman, 2010; pág. 23)
Estas possíveis respostas para o carro do futuro talvez estejam mais próximas do que
pensamos e montadoras de todas as partes do
mundo investem em tecnologias na tentativa
de uma possível solução para grande parte
dos problemas que a mobilidade urbana atual
encara. A aposta em sensores instalados em
todo o corpo do veiculo e localizadores GPS
permitem que alguns carros não possuam
qualquer tipo de acelerador, freio ou direção sendo tudo controlado por um computador que processa os dados a ele enviados.
Como segurança é um fator bem importante em
um carro que anda sem intervenção humana,
estes veículos possuem algumas características bem peculiares, como a velocidade máxima limitada, botões de emergência,w dentre
outras características que buscam ainda auxilio e atenção do usuário durante a viagem.
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