Que bom te ver viva
pelas forças armadas no Congresso Nacional.
O movimento estudantil, entretanto, não deixou
que a “caloura” demorasse a se inteirar a respeito
da nova situação na política nacional. Após morar
em alguns pensionatos, mudou-se para a Casa da
Estudante Universitária de Curitiba (CEUC), cuja
ligação com a UFPR, forte até os dias atuais, já era
muito marcante nesse período. Clair almoçava no
Restaurante Universitário, participava de debates
políticos sobre as lutas pelas liberdades democráticas,
organizava assembleias e em alguns meses tornara-se
aquilo que parecia estar destinada a ser desde criança:
uma liderança política e mobilizadora das ideias
democráticas.
Sua participação política ficaria ainda mais
acentuada com sua filiação, em 1966, ao partido
político Ação Popular. Voltado para a discussão sobre
um novo projeto para o Brasil, que envolveria não
apenas o restabelecimento da democracia, mas também
preceitos como a distribuição de renda, o partido foi
uma importante plataforma para dar voz aos estudantes
que tinham cada vez mais força por meio de seus
movimentos, inspirados principalmente pelas grandes
mobilizações que ocorreram em 1968, na França.
No berço dos ideais de liberdade, igualdade e
fraternidade, estudantes e operários se uniram na
maior greve geral da Europa. Embora não estivessem
inseridos em um contexto ditatorial, os estudantes
franceses exigiam reformas no sistema educacional e
acabaram alavancando setores trabalhistas ao ponto
de dois terços das forças de trabalho da nação terem
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