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Samuel: Profeta e Ungidor de Reis
Em seu uso da palavra "emprestar", não há nenhum indício
de tomar de volta em um momento futuro. É a mesma palavra
usada em Êxodo 12:36, que transmite a ideia de devolver o
que é devido a outro.
Provérbios 31 fala sobre uma mãe que ensinou princípios de
liderança ao seu filho (Provérbios 31:1-9). Ela se refere a ele
como o "filho do meu ventre", e também como o "filho das
minhas promessas" (verso 2). Samuel era o filho da promessa
de Ana, e ela preparou-o para a liderança da nação.
Por último, ela agiu com coragem. A esta altura, ela não
tinha outros filhos, nem a promessa de outra criança. Ela
estava dando o seu melhor ao Senhor. Da mesma forma,
era um tempo sombrio para deixar uma criança tão nova no
tabernáculo, com tudo o que marcava a conduta de Hofni e
Fineias. No entanto, com plena confiança no Deus que havia
respondido a oração, Ana deixou Samuel aos cuidados de
Eli. Sua fé considerava que, se Deus poderia abrir um ventre
estéril em resposta à sua oração, Ele poderia preservar essa
criança em circunstâncias adversas. Ela estava colocando o
menino onde Deus queria que ele estivesse. O princípio que
ela estava testemunhando era que, onde quer que a orientação
de Deus o levar, a graça de Deus o preservará.
O primeiro capítulo termina com a curta expressão: "E ele
adorou ali ao SENHOR". Essa é uma referência a Elcana e
sugere estatura espiritual. Ele está dando seu primogênito
através de Ana. Ele está abrindo mão das possibilidades e
esperanças ligadas a esse primogênito. Quase como Abraão
(Gênesis 22), ele adora ao fazer o sacrifício. "Ali" foi o lugar
de entrega de seu filho; "ali" também foi o local de adoração.
Alguns dos momentos mais sagrados de adoração registrados
nas Escrituras estão relacionados com os que adoravam em
momentos de sacrifício. Junto com Abraão em Gênesis 22,
há também Jó que adorou quando ele perdeu sua família (Jó
1:20). Davi adorou ao perder o trono (II Samuel 15:32).