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davam lugar às ressoadas de sinos que, à meia-noite em ponto, anunciavam a boa notícia: A GUERRA TINHA FINALMENTE ACABADO! Os jovens podiam agora regressar às suas casas, dando início à reconstrução da cidade e de uma nova vida!
Todos gritaram: É um milagre! É o milagre das velas!! E a partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos do mundo, na véspera de Natal.
Um dia um menino sonhou, sonhou e se bem sonhou, melhor o fez: Correu para os cartões empilhados na arrecadação e meteu mãos à obra. Deu-lhes tantas dobras, voltas e reviravoltas, que levantou voo… “Ahhh! Que longe posso ir, meu avião de cartão!”
Lá do céu, olhou para baixo e, com o coraçãozinho a bater descompassado, viu a terra redonda, escura e triste! Não conseguia ver a sua cidade. Espera! Está lá em baixo uma luzinha… Já sei, é a luzinha que o sapateiro acende à janela todas as noites, para nos ensinar o caminho da esperança!
E o menino, com a bondade e sonho dos meninos que têm um gorro encarnado com pauzinhos de rena, encheu o avião de cartão com presentes e luzes. Lá em baixo, na cidade, os habitantes da cidade, também acreditaram no sapateiro e para lhe agradecer por não ter desistido, cada um acendeu uma vela na sua janela.
E enquanto todos gritavam “Milagre, é o milagre das velas”, o menino rodopiava feliz, no seu avião de cartão, lançando caixas de todas as cores cheiinhas de lealdade, bondade, alegria, vontade, amor, felicidade, de risos, de espanto, de motivação, de amizade e de paz!