62ª conferência de desarmamento nuclear de Pugwash (2017):
Liderados pelo Brasil, México, África do Sul e Nova Zelândia, com base na ideia da criação de um tratado para proibir armas em um nível global na Conferência de Revisão do TNP 2015, os países interessados se reuniram em Pugwash e chegaram a um acordo de proibição de armas nucleares.
Ao contrário do TNP, que como o próprio nome diz, é uma tentativa de não-proliferação das armas nucleares pelo mundo, sendo que os países já detentores destas poderiam continuar tendo-as em seus arsenais, na 62ª conferência o objetivo era
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro congratulou os país-membros da ONU pela conclusão das negociações. “A comunidade internacional já baniu as outras armas de destruição em massa, químicas e biológicas. Não há motivo para não buscar proibir, igualmente, as armas com maior poder destrutivo, capazes de exterminar a vida na Terra”, disse a chancelaria no comunicado
No tratado – adotado por 122 votos a favor e um contra (Holanda), com uma abstenção (Cingapura) - se comprometem entre outras coisas, a não desenvolver, adquirir, armazenar, usar ou ameaçar usar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares.
O documento inclui, além disso, procedimentos para que os países com armas nucleares que queiram se somar declarem e destruam os seus arsenais.
Entretanto, nenhum país detentor de armas nucleares - Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Coréia do Norte - e membros da OTAN participaram das negociações
Devido as crescentes tensões decorridas dos testes de mísseis e nucleares conduzidos pela Coréia do Norte, os Estados Unidos foram os mais claros em sua oposição à iniciativa, defendendo que necessita do arsenal nuclear para se proteger.
Entretanto, com a atual crise por conta do desenvolvimento do programa nuclear norte coreano, as potências detentoras de armas nucleares se recusaram a participar das negociações por alegarem que não poderiam se desfazer delas por causa de sua própria segurança. Os Estados Unidos foram os mais claros em sua oposição à iniciativa, defendendo arduamente o seu direito ao arsenal para fins defensivos.
O mundo ainda está longe de conseguir se livrar das armas nucleares, isso se for possível, pois não há como negar que estas evitam guerras, como no caso da Índia vs Paquistão. Os dois países estavam sempre em conflito, a Índia explodiu a sua primeira bomba nuclear em 1974, e o Paquistão em 1998. Já em 2004 os dois países instauram um processo de paz que melhora as relações bilaterais.
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Monday, 9.6.2017
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Análise liberal/neoliberal:
Pode-se notar a grande influência no pensamento liberal na tomada de decisões dos Estados. A importância do papel das organizações internacionais e do direito internacional para a geração de mais cooperação e mais ordem no sistema internacional é notável.
A análise dos países racionais que buscam maximizar o seu poder pode ser vista na corrida nuclear, pois ambos tanto os Estados Unidos, quanto a União Soviética queriam ter o maior número possível de bombas nucleares.
Para resolver este problema, os outros Estados com medo de serem afetados por um possível holocausto nuclear, também movidos pelos seus próprios interesses de sobrevivência, criaram uma organização internacional, a AIEA e posteriormente assinaram um Tratado de Não-Proliferação Nuclear para não utilizar a tecnologia nuclear para fins bélicos, em contrapartida, os países detentores de armamentos nucleares se comprometeriam a reduzi-los. Ou seja, o papel das instituições internacionais adquire um lugar central na manutenção da ordem mundial.
PALA
VRAS
-
CRU
ZA
DAS
GUILHERME