CIDADANIA
Segundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem( art. 16.º, 1948),“[ a ] família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado”. Todavia, pais homossexuais continuam a ser percecionados socialmente de forma diferente de pais heterossexuais, sendo frequente o uso de argumentos e crenças sem fundamento científico que põem em causa a capacidade parental destes indivíduos.
Dos argumentos frequentemente utilizados, podemos referir, entre outros, os baseados na conceção irrealista de que, para crescer saudavelmente, uma criança precisa, simultaneamente, de um pai e de uma mãe presentes na sua educação, e, ainda, aqueles resultantes da ideia de que a orientação sexual dos pais se“ transmite” aos filhos, afetando assim a sua identidade de género.
Mas a adoção e a coadoção não são as únicas maneiras de um casal homossexual formar família. De facto, estas famílias já existiam em Portugal antes da adoção ser legalmente acessível a estes indivíduos. O recurso a técnicas de Procriação Medicamente Assistida, como a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a fertilização recíproca e a gestação de substituição, apesar das limitações que estas técnicas acarretam, são possíveis alternativas à adoção, sendo ainda frequente a existências de crianças, neste tipo de famílias, provenientes de relações heterossexuais anteriores.
Nota: Artigo retirado de um trabalho de investigação científica mais aprofundado que se encontra em elaboração, orientado pelo professor José Monge, no âmbito da disciplina Página 10 de Sociologia do 12 º
ano.
Ensino Básico
S egundo a tradição, durante as festividades cristãs da Páscoa, muitas crianças iam às casas dos seus padrinhos para receber o bolo Folar, inicialmente designado « Folore », que simbolizava a reconciliação, a união e a amizade. Por forma a ir ao encontro deste hábito enraizado em Portugal, o grupo de Educação Especial e respetivos alunos resolveram « meter as mãos na massa » e confecionar Folares das regiões da Beira Baixa e Algarve, tirando, assim, partido da diversidade do grupo.
Esta atividade foi desenvolvida com base no entusiasmo e dedicação dos envolvidos, que se disponibilizaram num trabalho de equipa, na troca de ideias e receitas, na partilha de saberes e competências, tendo sido aplicados todos os recursos disponíveis para dinamizar e estimular novas aprendizagens.
Deste modo, a sala da Unidade de Ensino Estruturado da escola
Folares da Páscoa
Por Equipa de Professores de Educação Especial, DPPC
EB2 / 3 D. Paio Peres Correia serviu de palco a esta iniciativa, que se constituiu como um espaço comum de crescimento e desenvolvimento pessoal e social e, ainda, de práticas, aberto à troca de experiências, dando a conhecer aos alunos, futuros atores intervenientes da comunidade, outras tradições e hábitos diferentes dos observados no seu dia a dia.
Este « projeto » foi indispensável para consolidar os laços dentro do grupo, uma vez que exigiu trabalho, organização e cooperação de miúdos e graúdos.