Jornal ECOESTUDANTIL, n.º 30, jan. 2018 Jornal EcoEstudantilESJAC jan 2018 | Página 22

LÍNGUAS

Apreciação crítica
« Cinegirasol »

O videoclipe inspirado na música“ Cinegirasol”, interpretada pelo grupo musical“ Os Azeitonas”, apresenta tanto aspetos positivos como negativos, tal como qualquer outro vídeo musical.

Por um lado, este videoclipe apresenta certos pontos positivos, pelo facto de conter características que comprovam a inspiração na música: a presença de três personagens distintas- um jovem de óculos, um rapaz loiro e uma rapariga ruiva-, tal como na música, onde há referência a três figuras, um“ xerife”, um“ ladrão” e uma rapariga chamada“ Conceição”. Além disso, há a presença de elementos visuais que, por sua vez, estão integrados na música, como, por exemplo, os“ altifalantes” e a“ tela”, e a diferença entre realidade e ficção pela dimensionalidade

E ste ano arrisquei e fui para a minha primeira semana missionária. Deixei tudo para ir até Marrazes, Leiria, onde estavam 12 jovens vindos de toda a parte do país e que me acompanharam

Página 22 durante
Por Rui Ramos, 12.º E
diferente das personagens. Por outro lado, o vídeo musical“ Cinegirasol” tem aspetos negativos, como a velocidade da música e do vídeo, o que é muito diferente, sendo o desenrolar da história no vídeo mais lento que o ritmo da música; a escolha de fazer o vídeo em animação que, apesar de ser original e dar trabalho a fazer, apela a um público mais jovem, ou seja, o público adulto já não vai ter tanto interesse, não propiamente pelo facto de ser animação, mas pelos materiais usados, como a plasticina e o cartão, que conferem à animação um aspeto mais rude e simples.
Pesando, num balanço final, os pontos positivos e negativos, considero que o vídeo complementa a música d’ Os Azeitonas, acabando por atrair mais público quando ouvida e inserida no videoclipe.
Na minha memória
Por Margarida Carrusca, 12.º E
aqueles dias.
Depois de muitas horas de viagem, cheguei a Marrazes. À minha espera estava um padre que nos acompanhou durante aquela semana. Ficámos alojados na antiga igreja onde tínhamos os bens essenciais: comida, cozinha e salas para as nossas atividades. Dormi no chão, tomei banho de mangueira e água fria. Durante a semana, trabalhámos com um lar de idosos, uma instituição para pessoas com deficiência e um ATL local. Participámos nas Eucaristias, no terço, realizámos uma vigília, uma sessão de cinema e ainda uma pequena festa de convívio para a comunidade. A primeira vez que fui ao lar, senti-me desamparada. À minha frente estavam pessoas que tinham passado a sua vida a trabalhar e naquele momento estavam ali deixadas ao abandono. Aqueles idosos com quem chorei, cantei, dancei e sorri até ao último dia. Havia idosos que dependiam completamente dos funcionários e isso fezme pensar:“ A que ponto pode o ser humano chegar?”.
No ATL, as crianças adoraram o tempo que passaram connosco e, acima de tudo, perceberam o que fomos lá fazer. Isso dá-me esperança para que, um dia, simplesmente, façam a diferença com o mais pequeno gesto. A melhor experiência foi estar com os deficientes. É incrível ver que mesmo tendo sido abandonados pelos familiares por causa da sua deficiência, eles têm uma vontade enorme de amar o próximo, de sorrir, só porque sim, de cantar, de gritar, de correr, de saltar, e isso foi o que mais me encheu o coração, perceber que Deus esteve ali sempre nos sorrisos, nas lágrimas, em tudo. No final daquela semana incrível, percebi a sorte que tive em conhecer aquelas pessoas incríveis que mudaram a minha vida. Aqueles dias transformaram-me completamente, quebrei as minhas fronteiras, cumpri um objetivo, semeei sorrisos e aprendi a dar valor à vida. Por isso, só posso dizer obrigada por tudo o que deixaram no meu coração.
Textos orientados pela professora de Português, Ana Cristina Matias.