ISTOÉ Dinheiro ISTOÉ Dinheiro -- Lara Kinue | Page 7

Nos próximos cinco anos, o empresário projeta um aporte de R$ 1,7 bilhão em todos os seus negócios. A abertura do Four Seasons em São Paulo marca sua entrada no Sudeste que, ao lado do Centro-Oeste, é a região prioritária para novos investimentos. A fábrica de vidros planos Vivix, por exemplo, terá uma segunda unidade na região Sul do País. Com capacidade de produção de 900 toneladas por dia em Goiana, cidade de Pernambuco, a empresa já é a maior fábrica de vidros do País. Em 2014, quando foi lançada, exigiu um investimento de R$ 1 bilhão e foi um dos projetos mais desafiadores liderados pelo empresário. “Ter acesso a essa tecnologia foi realmente muito difícil”, diz Brennand.

Mas a principal aposta do bilionário é no setor de energia elétrica, principalmente no desenvolvimento de projetos limpos e sustentáveis. Embora tivesse tradição na indústria, Cornélio sempre se interessou por entrar no setor de serviços.

A oportunidade surgiu em 2004, quando o grupo se associou à Koblitz Energia e criou a Atiaia Energia. Desde então, a empresa, que tem a holding de Brennand como acionista majoritária, criou seis empresas

pequenas hidrelétricas – cinco estão no Centro Oeste, nos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, e uma no Nordeste, em Pernambuco. Elas operam com uma capacidade instalada de 200 Megawatts (MW) de potência – a geração de energia elétrica anual é de quase 1 milhão de MWh, suficiente para abastecer uma cidade com 600 mil habitantes. “A energia é diferente de tudo o que já fizemos”, diz Cornélio. “Temos grandes planos de crescimento na área de geração de energia.”

DIVERSIFICAÇÃO:

rota dos Coqueiros que dá acesso à Reserva do Paiva (PE), um dos principais empreendimentos imobiliários do grupo (à esq.), e a usina hidrelétrica Porto das Pedras, no Mato Grosso do Sul

“O Four Seasons é uma grande vitrine para nós”

O executivo Luiz Roberto Horst, CEO da Iron House, empresa de desenvolvimento imobiliário do Grupo Cornélio Brennand, responsável pelo investimento de R$ 350 milhões do Four Seasons, falou sobre sua expectativa com o início da operação:

O senhor considera o Four Seasons o mais importante projeto da Iron House?

Nós temos outros grandes e importantes projetos, como o hotel Reserva do Paiva, em Recife. No entanto, em termos de complexidade e investimento, o Four Seasons é uma grande vitrine para nós. É, de fato, um portfólio relevante para uma empresa que nasceu há nove anos.

O empreendimento é tanto um hotel como uma residência. Qual é o custo dessas diferentes acomodações?

No Brasil, nós temos suítes com valores de até R$ 19 mil, a diária. Já os residenciais, custam cerca de R$ 2 milhões com até 92 m2. Os apartamentos de 212 m2 chegam a R$ 5 milhões.

Nesse primeiro momento, qual é a expectativa de ocupação do hotel?

Esperamos atingir uma ocupação média de 55% já nos seis primeiros meses de operação no Brasil.

pequenas hidrelétricas – cinco estão no Centro Oeste, nos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, e uma no Nordeste, em Pernambuco. Elas operam com uma capacidade instalada de 200 Megawatts (MW) de potência – a geração de energia elétrica anual é de quase 1 milhão de MWh, suficiente para abastecer uma cidade com 600 mil habitantes. “A energia é diferente de tudo o que já fizemos”, diz Cornélio. “Temos grandes planos de crescimento na área de geração de energia.”

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