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unilateral de Gaza, em 2005, e, sem dúvida, como há de ser, um dia, em uma negociação com os palestinos, quando sua liderança finalmente aceitar a realidade de Israel. Israel nunca perdeu o gosto pela vida e nunca hesitou em sua determinação de construir um país vibrante e democrático. Uma história como essa, de erguimento de uma nação, é totalmente sem precedentes. Estávamos diante de um povo levado à total destruição pelas políticas genocidas da Alemanha nazista e seus aliados; um povo que comprovou ser completamente incapaz de levar um mundo grandemente indiferente a interromper, ou sequer reduzir o ritmo da Solução Final. E aqui estávamos nós, diante de um povo que mal chegava a 600.000 almas, vivendo lado a lado com vizinhos árabes, em sua maioria hostis, sob ocupação britânica nada simpática, em um solo árido, com recursos naturais quase sem valor – a não ser o capital humano – no que então era a Palestina durante o Mandato Britânico. Fica difícil de entender como, apenas três anos após o fim do Holocausto, a bandeira azul-e-branco de um Israel independente p ôde ser plantada nessa terra, à qual o Povo Judeu esteve ligado desde os dias de Avraham – e com o apoio de uma maioria decisiva de membros da ONU, à época (33 a favor, 12 contra, 10 abstenções). E, ainda mais, o fato de essa minúscula comunidade de judeus, que incluía os sobreviventes do Holocausto, conseguir, sabe-se lá de que forma, chegar à Palestina do Mandato, apesar do bloqueio inglês e dos campos ingleses de detenção em Chipre, e defender-se contra o ataque de cinco exércitos permanentes árabes – realmente tudo isso fica muito além de nossa compreensão. Para entender a essência do significado de Israel, basta perguntar como a história do Povo Judeu poderia ter sido diferente caso houvesse um Estado Judeu em 1933, em 1938 3