Israel at 70 (Portuguese) IsraelAt70-Portuguese | Page 10
ou até em 1941. Se Israel, e não os ingleses, tivesse podido
controlar suas fronteiras e o direito de entrada; se Israel tivesse
contado com embaixadas e consulados por toda a Europa,
quantos judeus mais teriam podido escapar e encontrar abrigo?
Mas, pelo contrário, os judeus tiveram que confiar na
boa-vontade de embaixadas e consulados de outros países
e, lamentavelmente, com muito poucas exceções, não
encontraram nem “boa” nem “vontade” de os socorrer.
Pude testemunhar, em primeira mão, o que as embaixadas
e consulados israelenses significavam para os judeus atraídos
pela força de Tzion ou empurrados pelo impulso do ódio.
Estando no pátio da Embaixada de Israel, em Moscou, pude ver
milhares de judeus buscarem uma saída rápida de uma União
Soviética nos espasmos finais de uma mudança cataclísmica,
temerosos de que essa mudança pudesse ir na direção de um
renovado chauvinismo ou antissemitismo.
Boquiaberto, vi de perto como Israel nunca vacilou, nem
mesmo por um momento, em transportar os judeus soviéticos
para a Pátria judaica, mesmo quando os mísseis Scud lançados
do Iraque traumatizavam a nação, em 1991. O fato de que
esses judeus continuavam a embarcar nos voos para Tel
Aviv enquanto mísseis explodiam nos centros habitacionais
israelenses permite que imaginemos muito bem as condições
que eles deixavam para trás. De fato, em duas ocasiões, estive
em quartos vedados contra gases, junto com famílias de
judeus soviéticos que tinham acabado de chegar em Israel,
durante esses ataques de mísseis. Nem uma vez sequer algum
deles questionou sua decisão de criar vida nova no Estado
judeu. E, igualmente, diz muito o fato de que, entre todas
as preocupações prementes com a sua segurança, Israel, sem
titubear, tenha conseguido continuar a receber e abrigar esses
novos imigrantes.
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