Império Caído Volume 1 | Seite 22

Relato 5: O prisioneiro “É isso mesmo. Realmente, tudo que você leu até aqui é real, não são contos de terror escritos apenas para seu entretenimento, histórias em um livro que caiu em suas mãos. Eu escrevendo esse relato por um simples e único motivo. O Amarelo está aqui. Só há uma chance de escapar. Devia ter parado de ler desde a capa, não viu a mensagem que eu deixei? Agora talvez seja tarde demais para você, assim como é para mim. Só me resta agora contar minha própria história, sobre como eu tomei este livro em mãos… E sobre o terror que me rodeou nos dias seguintes. Foi azar demais, grande e maldita seja minha curiosidade. Encontrei-o em um brechó de esquina, o dono era um homem alto e esguio, usava óculos velhos e dentre as coisas que vendia haviam jalecos e livros de medicina. Talvez tivesse sido um médico do manicômio. Comprei o livro pois a aparência do mesmo era semelhante ao que vinha estudando nos últimos meses. Ainda naquela noite houve festança sem igual na cidade. Começou algumas horas depois de escurecer e virou a noite. Eu não fui, não gosto dessas coisas, passei a noite em meu quarto estudando ponto a ponto este livro, conhecendo seus segredos. Meu palpite estava certo. Era de fato uma relíquia do que estava estudando, um império pré-colombiano que sumiu de repente deixando apenas alguns artefatos que foram espalhados pelo mundo de uma forma que ainda não foi entendida ao fundo — como se houvessem muitos pesquisadores interessados nesse assunto… Meu professor da faculdade disse que no máximo são