Relato 5: O prisioneiro
“É isso mesmo.
Realmente, tudo que você leu até aqui é real, não são contos
de terror escritos apenas para seu entretenimento, histórias em
um livro que caiu em suas mãos. Eu escrevendo esse relato por
um simples e único motivo. O Amarelo está aqui.
Só há uma chance de escapar. Devia ter parado de ler desde a
capa, não viu a mensagem que eu deixei? Agora talvez seja tarde
demais para você, assim como é para mim. Só me resta agora
contar minha própria história, sobre como eu tomei este livro em
mãos… E sobre o terror que me rodeou nos dias seguintes.
Foi azar demais, grande e maldita seja minha curiosidade.
Encontrei-o em um brechó de esquina, o dono era um homem
alto e esguio, usava óculos velhos e dentre as coisas que vendia
haviam jalecos e livros de medicina. Talvez tivesse sido um
médico do manicômio. Comprei o livro pois a aparência do
mesmo era semelhante ao que vinha estudando nos últimos
meses.
Ainda naquela noite houve festança sem igual na cidade.
Começou algumas horas depois de escurecer e virou a noite. Eu
não fui, não gosto dessas coisas, passei a noite em meu quarto
estudando ponto a ponto este livro, conhecendo seus segredos.
Meu palpite estava certo. Era de fato uma relíquia do que
estava estudando, um império pré-colombiano que sumiu de
repente deixando apenas alguns artefatos que foram espalhados
pelo mundo de uma forma que ainda não foi entendida ao fundo
— como se houvessem muitos pesquisadores interessados nesse
assunto… Meu professor da faculdade disse que no máximo são