As marcas de qualidade são, sem dúvida, um claro instrumento de gestão relacional, de governança. Por meio deste
instrumento, o governo local assume um papel de maior relevância social como fiador da qualidade e da atenção integral do
que desempenhava como simples prestador ou gestor de determinados serviços.
Na governança, a responsabilidade pública não somente
consiste em responder pela qualidade dos serviços financiados
com recursos públicos, mas, e fundamentalmente, em responsabilizar-se pela resposta coletiva aos desafios e necessidades
sociais da população, e garantir a qualidade da atenção integral
aos usuários dos serviços.
As marcas de qualidade começam a ter uma clara expansão
quando aplicadas no âmbito turístico, assistência sanitária, nas
instalações esportivas, no transporte coletivo intermodal de
passageiros, etc., e, em breve, seguramente, nos serviços de
bem-estar social na Província de Barcelona.
É preciso que se vá preparando o futuro das marcas de
qualidade na área do bem-estar social, assim como também
a organização da oferta de serviços com critérios de governança, isto é, para que tenham um impacto positivo na capacidade de organização e resposta comunitária. Deve-se
iniciar, de imediato, a revisão dos critérios de adjudicação
nas licitações públicas para a contratação externa dos serviços
de bem-estar social.
A contratação externa para a gestão de serviços com
base no desenvolvimento comunitário
A experiência da gestão burocrática de serviços, cuja crítica
e superação deu origem ao modo gerencial, é suficiente para
pensar que a gestão pública dos serviços de assistência social
não seja direta, por meio de profissionais da administração, mas
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Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades