• Multifuncionalidade. Dispor de espaços para crianças, jovens
e idosos, assim como para diferentes usos – esportivo, lazer,
comercial etc. – é básico para conseguir ser um lugar de
encontro e convivência entre as gerações.
• Participação dos moradores e dos profissionais de assistência
social para que se identifiquem com clareza os diferentes
desafios e expectativas dos diversos segmentos da população no desenho e realização do projeto.
• Que melhore a imagem do bairro ou do município, pela sua beleza
(não quer dizer que seja mais caro) e por sua utilidade.
• Simbolismo. Que haja elementos que recuperem a memória
do bairro ou do município. Assim como símbolos que favoreçam a identificação do bairro e a autoestima dos moradores. “Monumentalizar as periferias.”
• Prevenção. O espaço aberto permite identificar situações de
risco que possibilitam um tratamento social. É importante
tratar os temas com sentido de antecipação para a melhora
da convivência. Por exemplo, o tratamento de grupos de
jovens “desajustados”, o aparecimento de “bêbados” etc.
• Segurança. Conseguir espaços públicos seguros não significa cercá-los nem privatizar o seu uso. Têm que ser levadas
em conta a iluminação e a visibilidade em todos os lugares,
para que gerem ambientes seguros. É preciso garantir que
os moradores possam facilmente chamar a polícia,
caso necessário.
• Integração. Conseguir que as pessoas de origens diversas
participem do uso do espaço público.
De modo semelhante, estes critérios devem ser aplicados ao
conjunto dos departamentos municipais e, assim, contando com
os mesmos recursos, mas orientados por critérios sociais, sejam
alcançados avanços importantes na coesão social do município.
Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cida des
191