Governança Democrática - 3ª Edição | Seite 192

• Gerar identidade, por converter os espaços em lugares, que sejam significativos para a cidadania. Espaços dignos, bonitos, com valor simbólico, que permitam que as pessoas se sintam como sendo do lugar, do bairro. O sentimento de “pertencer” é chave para a autoestima e a geração de envolvimento e responsabilização dos moradores em relação ao bairro e a si mesmos; e inicia e fortalece o processo de progresso do conjunto do bairro. • Gerar capital social. Constituir um espaço de encontro e convivência gera conhecimento mútuo, identifica e difunde, por meio das relações de vizinhança, os desafios do bairro e permite a colaboração entre vizinhos. • Constituir um equipamento aberto para a prática de esportes e atividades de lazer para todo mundo, mas muito especialmente para a vizinhança com menos possibilidades de renda e com moradias mais deterioradas, que são os que mais usam o espaço público. • Fortalecer a cultura popular e de bairro, para a realização de festas populares e atividades culturais e solidárias de rua. • Promover a integração cultural da diversidade de origens – geográficas, de línguas e idades – como consequência dos impactos anteriormente apontados. A partir destas considerações, foram estabelecidos critérios que o responsável pela área de bem-estar social deve demandar da equipe de governo, para conseguir maior coesão social nos projetos de espaço público: • Acessibilidade para todas as pessoas em todos os espaços, cumprir os critérios da LISMI (idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida...)4 4 Trata-se de uma lei espanhola que garante os direitos das pessoas com necessidades especiais. A sigla significa Ley de Integración Social del Minusválido. (Nota do tradutor) 190 Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades