• Gerar identidade, por converter os espaços em lugares, que
sejam significativos para a cidadania. Espaços dignos,
bonitos, com valor simbólico, que permitam que as pessoas
se sintam como sendo do lugar, do bairro. O sentimento de
“pertencer” é chave para a autoestima e a geração de envolvimento e responsabilização dos moradores em relação ao
bairro e a si mesmos; e inicia e fortalece o processo de
progresso do conjunto do bairro.
• Gerar capital social. Constituir um espaço de encontro e
convivência gera conhecimento mútuo, identifica e difunde,
por meio das relações de vizinhança, os desafios do bairro e
permite a colaboração entre vizinhos.
• Constituir um equipamento aberto para a prática de esportes
e atividades de lazer para todo mundo, mas muito especialmente para a vizinhança com menos possibilidades de renda
e com moradias mais deterioradas, que são os que mais
usam o espaço público.
• Fortalecer a cultura popular e de bairro, para a realização de
festas populares e atividades culturais e solidárias de rua.
• Promover a integração cultural da diversidade de origens –
geográficas, de línguas e idades – como consequência dos
impactos anteriormente apontados.
A partir destas considerações, foram estabelecidos critérios
que o responsável pela área de bem-estar social deve demandar
da equipe de governo, para conseguir maior coesão social nos
projetos de espaço público:
• Acessibilidade para todas as pessoas em todos os espaços,
cumprir os critérios da LISMI (idosos, crianças, pessoas com
mobilidade reduzida...)4
4 Trata-se de uma lei espanhola que garante os direitos das pessoas com
necessidades especiais. A sigla significa Ley de Integración Social del Minusválido.
(Nota do tradutor)
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Governança Democrática: Construção coletiva do desenvolvimento das cidades