S ão Carlos do Ivaí é
suave e recebe qualquer
visitante sempre com
um sorriso largo no rosto.
Ela conta sobre o hobby
que começou quando
ainda era pequena. Às
vezes ganhava uma mo-
edinha aqui, outra ali,
para brincar. Até que de-
cidiu começar a guardar
as mais bonitas e desde
então não parou mais.
uma pequena cidade
do noroeste do Para-
ná banhada pelo Rio
Ivaí e que se destaca
na produção de cana-
de-açúcar. Em uma das
casas simples da cida-
de, mas toda decorada
com objetos delicados,
um quadro na parede
branca da sala se desta-
ca com grandes nomes
da história brasileira.
Quadro com as moedas de Zulmira
Em papel de várias co-
res estão nomes como
do ex-presidente Getú-
lio Vargas, do médico,
biólogo e cientista Car-
los Chagas, do compo-
sitor Heitor Villa-Lobos,
do escritor, advogado
e tradutor Ruy Barbosa
de Oliveira entre outros.
São cédulas de dinheiro
que já tiveram preço mas
agora só têm valor sen-
timental para a mulher
de 74 anos que mora ali.
Colecionadora de mo-
edas e cédulas antigas,
Zulmira Garcia, tem voz
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A família não era mui-
to unida. A mãe dela era
muito rigorosa e o pai
muito doente. Zulmira
sofria muito quando cri-
ança. Ainda com 6 anos
foi obrigada a trabalhar
e quase não tinha tem-
po de estudar. Saía cor-
rendo da escola e sem
tempo para almoçar di-
reito tinha que ajudar
na colheita do algodão.
Depois que o pai pas-
sou por uma cirurgia ela
e as duas irmãs tiveram
que assumir sozinhas
o trabalho na roça até
acharem alguém para
ajuda-las. Ela encon-
trou nas moedas, bril-
hantes e perfeitas, uma
forma de se desligar
dos problemas e viver
em um mundo só dela.
Zulmira nasceu em
Presidente
Prudente,
São Paulo. Passou por
vários lugares, a maio-
ria trabalhando na roça.
Ainda jovem, veio para