Foto: Rodrigo Lucas
do por uns problemas conjugais e pedia
conselhos a ela. Daí surgiu a idéia de es-
crever o livro.
Publicou apenas alguns exemplares ja
que naquela época ela não tinha recur-
sos para mais e o dinheiro que usou no
projeto foram sobras do que ganhou nas
aulas do Mobral.
O primeiro exemplar foi guardado a sete
chaves, o restante ela presenteou amigos
e familiares.
As pessoas me procuravam questionando
como é que eu, uma menina de 12 anos,
conseguia falar de um tema tão polêmico
e tão atrativo ao mesmo tempo. E eu re-
spondia que era um dom de Deus.
Dois anos depois, Darcelinda ainda es-
creveu um outro livro, intitulado Rocha
Negra, com pouco mais de 20 exemplares
que conta a sua história da sua vida.
Ela nunca pensou em fazer sucesso como
escritora. Darcelinda hoje não leciona
mais, mora em uma casinha de madeira
na saída da cidade, pequena, acolhedora e
muito humilde. Ela se sente feliz porque,
aos 60 anos de idade, vivenciou muitas
batalhas, mas não perdeu a esperança de
um dia poder contar a sua história e ser-
vir de motivação para muitas pessoas.
Eu tenho: Histórias
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