Eu Tenho Histórias Edição Única | Page 163

Em uma manhã ao silêncio de sua mente Rosely escrevento em seu caderninho gosta mesmo é de poesia. Rosely constrói em versos e estrofes a própria história. Ela nasceu em São João do Caiuá, cidade de um povo vibrante de ardor, pequena, porém audaz, do Estado dos pinheirais, o Paraná. Mal acabara de nascer, foi le- vada pelo pai e a madrasta para morar em Paranavaí, no noroeste do Estado. Ao lado dos irmãos mais novos cresceu e se criou. Estudou e ajudou com os serviços de casa desde muito pequena. Sonhava ser alguém na vida, mas a saúde mu- dou temporariamente os planos da en- tão menina. Estudou até a quarta série, chegou a passar para a quinta, mas teve de ser retirada da escola, pois o pai e a madrasta viam um grande problema em deixá-la ir adiante. Motivo de tudo isso eram os fortes “ataques dos nervos”. Pri- mogênita, na adolescência e juventude já pensava no futuro, talvez não tanto no profissional, pois sabia que era limitada por causa dos problemas de saúde, e sim em ter uma casa, filhos e um marido que a amasse, tudo o que ela queria era ser feliz. E assim o fez. Tudo isso se tornou rea- lidade. Conheceu um jovem baixinho, boa pinta e super simpático, que logo de primeira conquistou seu coração com um simples olhar, poucas palavras e muita emoção. Rosely entregou-se aos encantos daquele que mais adiante seria chamado de eterno marido. Sempre gostou de escrever. Sempre teve em mente palavras que a motivavam a fazer rimas até que, com muito trei- namento, notou que as escritas tinham sentido e rimavam. Tudo era anotado Eu tenho: Histórias 163