Em uma manhã ao silêncio de sua mente Rosely escrevento em seu caderninho
gosta mesmo é de poesia. Rosely constrói
em versos e estrofes a própria história.
Ela nasceu em São João do Caiuá, cidade
de um povo vibrante de ardor, pequena,
porém audaz, do Estado dos pinheirais,
o Paraná. Mal acabara de nascer, foi le-
vada pelo pai e a madrasta para morar
em Paranavaí, no noroeste do Estado.
Ao lado dos irmãos mais novos cresceu
e se criou.
Estudou e ajudou com os serviços de
casa desde muito pequena. Sonhava
ser alguém na vida, mas a saúde mu-
dou temporariamente os planos da en-
tão menina. Estudou até a quarta série,
chegou a passar para a quinta, mas teve
de ser retirada da escola, pois o pai e a
madrasta viam um grande problema em
deixá-la ir adiante. Motivo de tudo isso
eram os fortes “ataques dos nervos”. Pri-
mogênita, na adolescência e juventude já
pensava no futuro, talvez não tanto no
profissional, pois sabia que era limitada
por causa dos problemas de saúde, e sim
em ter uma casa, filhos e um marido
que a amasse, tudo o que ela queria era
ser feliz.
E assim o fez. Tudo isso se tornou rea-
lidade. Conheceu um jovem baixinho,
boa pinta e super simpático, que logo de
primeira conquistou seu coração com
um simples olhar, poucas palavras e
muita emoção. Rosely entregou-se aos
encantos daquele que mais adiante seria
chamado de eterno marido.
Sempre gostou de escrever. Sempre teve
em mente palavras que a motivavam
a fazer rimas até que, com muito trei-
namento, notou que as escritas tinham
sentido e rimavam. Tudo era anotado
Eu tenho: Histórias
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