Eu Tenho Histórias Edição Única | Page 159

aconteceria em uma festa chamada Trauma, três dias depois, no Tribo’s Bar. E nada foi mais satisfatório naquele diálogo do que ver como seus olhos brilharam mais intensamente ao me contar como estava animada para desenhar as obras para a exposição. O plano dela é expor suas ilustrações, continuar aprendendo e desenvolvendo sua técnica e, talvez, mudar para Floripa, a convite de uma amiga que propôs ensiná-la a tatuar. Além de tatuadora, Luna deseja voltar a tocar instrumentos musicais. Ela toca baixo e violão e quer aprender a tocar violoncelo. Pretende também estudar filosofia ou artes visuais. Apesar de ter sido expulsa da família, o seu lar espiritual, a sua personalidade e a sua trajetória continuam em constante desenvolvimento. Ela estava só, mas estava completamente ciente de si, de suas limitações, de seus objetivos. Alí, naquele sofá marrom e velho, existia um ser humano com nome, com objetivos, com traços característicos, com uma vivência que ninguém podia tirar dela. Luna conta que encontrou esse vestido na rua e não pode deixá-lo lá Foto: Lucas Martinez Eu tenho: Histórias 159