aconteceria em uma festa chamada
Trauma, três dias depois, no Tribo’s Bar. E
nada foi mais satisfatório naquele diálogo
do que ver como seus olhos brilharam
mais intensamente ao me contar como
estava animada para desenhar as obras
para a exposição. O plano dela é expor
suas ilustrações, continuar aprendendo
e desenvolvendo sua técnica e, talvez,
mudar para Floripa, a convite de uma
amiga que propôs ensiná-la a tatuar.
Além de tatuadora, Luna deseja voltar
a tocar instrumentos musicais. Ela toca
baixo e violão e quer aprender a tocar
violoncelo. Pretende também estudar
filosofia ou artes visuais.
Apesar de ter sido expulsa da família, o
seu lar espiritual, a sua personalidade e
a sua trajetória continuam em constante
desenvolvimento. Ela estava só, mas
estava completamente ciente de si, de
suas limitações, de seus objetivos. Alí,
naquele sofá marrom e velho, existia um
ser humano com nome, com objetivos,
com traços característicos, com uma
vivência que ninguém podia tirar dela.
Luna conta que encontrou esse vestido na rua
e não pode deixá-lo lá
Foto: Lucas Martinez
Eu tenho: Histórias
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