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d i f i c a ç ã o
tubulações de captação e, consequentemente, menores impactos
nas instalações no entreforro.
A cobertura verde possui diversidade de espécies de árvores,
diminuindo as ilhas de calor. A água captada da chuva é direcio-
nada ao reúso para irrigação, bacias sanitárias e mictório, redu-
zindo em 26% o consumo de água.
O sistema de brises da fachada colabora com a redução em
12% do consumo de energia. Já o sistema de controle de lumino-
sidade interna interligada a sensores de luminosidade na facha-
da, “dimerizam” a iluminação interna, bem como nos ambientes
internos fechados.
Segundo a Johnson Controls, uma plataforma de gerencia-
mento predial com um conjunto de controladores, sensores,
softwares e serviços contribuem para a gestão inteligente e
efetiva de redução dos custos de energia elétrica, possibilitando
ganho de eficiência ao ar condicionado, e também permitindo
controle inteligente de luminosidade dos ambientes e controle
dos brises da fachada.
FICHA TÉCNICA
NOVA SEDE DA INFOGLOBO
NO RIO DE JANEIRO (RJ)
PROJETOS
Arquitetura: RRA Ruy Rezende Arquitetura; Estruturas em concreto: Sbrasil
Engenharia; Contenções, escavações e fundações: Infraestrutura Engenharia;
Instalações prediais, elétrica, hidráulica, água e esgoto: Interativa Engenharia;
Ar condicionado, ventilação e exaustão mecânica: Datum Consultoria e Proje-
tos; Instalações especiais, dados, voz, automação predial, sistemas de controle de
acesso e segurança patrimonial: Jugend Controle Predial; Esquadrias de alumínio
e vidros: QMD Serviços; Iluminação e luminotécnica: Rio Branco Faccini Arq. de
Iluminação; Assessoria para projeto “verde”: CTE; Paisagismo: Abbud Serviços e
Paisagismo; Tratamento acústico em casas de máquinas e em ambientes de escri-
tórios: Harmonia Acústica e Gerenciamento de projetos e obra: Hill International
CONSTRUÇÃO
Construtora: HTB; Instalações prediais, elétrica, hidráulica, água e esgoto: Temon
Técnica de Montagem e Construções; Ar condicionado e ventilação mecâni-
ca: Heating Cooling; Automação predial: Johnson Controls; Data Center: Ace-
co TI; Concreto Usinado: Polimix; Aço para construção civil: Votoraço; Drywall
e forros de gesso e modular: Ciamon Revestimentos; Estrutura de concreto:
ServObras; Fundações: Anson; Elevadores: OTIS; Vidros: Glassec Viracon; Piso
elevado: Fab Pisos; Carpete: Tarket; Mobiliário: Immese; Demolição: Craft; For-
mas e escoramentos: Mills; Divisórias: Abatex; Pinturas: Igampe e Certificação
Leed: CTE e Sustentech
Empresa detalha projeto de contenções e fundações
O engenheiro civil Ivan Joppert, diretor da Infraestrutura Engenharia,
empresa responsável pelo projeto de contenções, escavações e fundações
do novo edifício da Infoglobo, conta que o empreendimento foi erguido so-
bre um terreno onde estava instalado um galpão que abrigava as máquinas
gráficas rotativas do grupo, e onde eram feitas as distribuições dos jornais.
“As fundações das máquinas gráficas rotativas eram compostas por
um único bloco de concreto com 4 m de espessura, que foi implantado
em todo o terreno até as suas divisas”, relata Ivan. “Devido a esse fato,
foi necessária a demolição dessa base em etapas para que fosse possível a
estabilização do terreno após a sua remoção”.
O projeto arquitetônico definiu a implantação de dois subsolos no edi-
fício, sendo o primeiro enterrado a 4,55 m de profundidade e o segundo a 7,50 m. “Devido a formação geológica do local (areia
sobrejacente a argila orgânica mole), aliado ao fato do lençol freático estar alto, foi necessária a utilização de uma parede diafragma
implantada nas divisas do terreno para viabilizar as escavações, sem o rebaixamento do lençol externo e danos aos vizinhos”, conta.
Ivan expõe que as cargas que incidem nos pilares centrais do edifício são da ordem de 1.700 tf. Devido ao alto carregamento
foram projetadas estacas escavadas com auxílio de fluído estabilizador (estacões e estacas barretes) com 42 m de profundidade. “O
maior desafio desse projeto eram as condições dos edifícios lindeiros ao terreno. Nestes vizinhos existem edificações tombadas pelo
patrimônio histórico e um edifício residencial, cujas fundações estão apoiadas diretamente no solo (fundações rasas)”, afirma.
O engenheiro explica que essa condicionante obrigou a se executar, em um grande trecho da obra, escavações pelo processo invertido
onde, incialmente, trava-se a parede diafragma com a laje do térreo, para posteriormente dar continuidade nas escavações abaixo da laje.
“Instrumentos tais como inclinômetros, piezômetros, placas, pinos de recalque e convergência foram utilizados para medir as
deformações da parede diafragma e edifícios vizinhos durante cada etapa da escavação”, finaliza Ivan.
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