C o
n e x p o
2017 / M e
r c a d o
Recuperação à vista no setor
Augusto Diniz
A indústria de máquinas e equipamentos para
construção enxerga o futuro com otimismo, seja no
Brasil ou no mundo. Mas a necessidade de buscar re-
lacionamentos mais densos com os usuários é funda-
mental para manter-se ativo no mercado, dizem exe-
cutivos entrevistados pela revista O Empreiteiro .
Carl Gustaf Göransson, presidente global da marca
CNH Construction Equipment e membro do conselho
executivo da CNH Industrial, explica que “se você quer um
cliente hoje, você tem que investir a longo prazo. Tem que se
trabalhar também junto com o distribuidor, em uma ação
consistente e por longo tempo. E oferecer solução comple-
ta”. Segundo ele, o cliente tem sido cada vez mais exigente.
Sobre o Brasil, o executivo disse que a marca está
preparada para o novo ciclo de crescimento. “Tem muito
potencial”, diz. Porém, ele afirma que os Estados Unidos
hoje concentram as grandes expectativas de retomada.
Ele ainda vê a Índia como grande oportunidade. Roque
Reis, vice-presidente da Case na América Latina, acres-
centa que a fábrica brasileira da marca passou até a expor-
tar pela primeira vez para os indianos motoniveladoras.
Rafael Silva, executivo de marketing da Liebherr
no Brasil, diz que a empresa ganhou novos clientes na
área de peças e serviços, fruto de um direcionamento
maior no mercado brasileiro à manutenção de frota.
Porém, afirma ele, “a ordem da matriz é continuar
investindo no País”.
Afrânio Chueire, presidente da Volvo CE Latin Ame-
rica, vê segmentos no País com potencial de expan-
são, como aos ligados direto ou indiretamente ao setor
agrícola, incluindo o florestal, indústria de fertilizantes
e movimentação de portos, com reflexo nas obras nas
regiões atingidas. “A realidade é de que o mercado bra-
sileiro parou de cair”, diz.
Alisson Brandes, diretor de Marketing e Vendas da
JCB do Brasil, conta que
a marca apresentará este
ano novo equipamento
no País, seguindo a estra-
tégia de fazer pelo menos
um lançamento anual de
produto. “Queremos do-
brar a receita em 2018
Roberto Marques
(com base em 2015) e
participação no market share em 2020 (também
relativo a 2 015)”, revela.
A John Deere continua diversificando e mon-
ta nova linha de produção em sua fábrica em
Indaiatuba (SP). A marca produzirá nela trator
de esteira, agregando novo produto fabricado no
Brasil ao seu portfólio. “O trator de esteira servirá
para agricultura, movimentação de terra, aterro sa-
nitário e serviço secundário na mineração”, conta
Roberto Marques, diretor de Vendas da John Deere
Construção e Florestal. “A tendência no mercado é
de se atender mais o cliente na manutenção, no mo-
nitoramento de performance e na localização. E de
como está sendo utilizada a máquina”, acrescenta.
Ricardo Bertoni, gerente de Vendas da JLG no Bra-
sil, avalia que o setor está se recuperando. “O Brasil
tem capacidade para dobrar de 30 mil plataformas
para 60 mil plataformas aéreas, para atender logís-
tica, atividade industrial e construção”, menciona.
Numa linha mais técnica sobre o atual cenário
da indústria, Yuri Monteiro, Regional Sales manager
da Link-Belt do Brasil, expõe que os compradores de
máquinas no Brasil têm optado por equipamentos
mais específicos para cada tipo de demanda, mas
não deixa de destacar que o produto multitarefa
possui o seu lugar de destaque. “O mercado começa a
despertar para a cultura de empregar o modelo cor-
reto para cada tipo de trabalho a ser realizado”, diz.
Gustavo Faria, presidente da Terex América
Latina, crê no segundo semestre um reposiciona-
mento de máquinas novas no mercado. O grupo
com sede em Nova York, Estados Unidos, reafir-
mou o interesse de manter as operações no Brasil.
Segundo o executivo, o segmento de locação de
máquinas no qual a empresa trabalha diretamente,
tem ajustado fortemente a oferta interna, inclusive
realizando venda de equipamentos ao exterior.
Ricardo Bertoni
Yuri Monteiro
Carl Gustaf Göransson
Roque Reis
Rafael Silva
Afrânio Chueire
Alisson Brandes
Gustavo Faria
www.revistaoempreiteiro.com.br | 21