Challenge . Como se sente por ter conquistado tantos troféus internacionais tão cedo na carreira e que responsabilidade é que isso acarreta ? Foi a sorte de estar no clube certo no momento certo . Quando ganhei o Mundial de clubes não éramos a melhor equipa , mas tínhamos uma ideia parecida à deste clube , de dar tudo por tudo para ganhar . Para um desportista , é preciso ganhar cada vez mais títulos , porque isso obriga sempre a olhar para a frente . Quanto à responsabilidade , quando entras |
num clube novo não interessa se já ganhaste títulos , tens de entrar com vontade de trabalhar , pronto a respeitar toda a gente e a instituição . É o mais importante .
Havia relatos de propostas da Alemanha e de França . Porque escolheu o FC Porto ? Porque neste momento é um dos melhores clubes de andebol da Europa . Como clube , é muito grande e tem de tudo , a cidade é incrível , os adeptos e como se trabalha aqui também . Ainda tinha na cabeça o jogo aqui
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pelo Magdeburgo , por isso foi muito fácil aceitar o convite .
Como se sentiu nos primeiros tempos de adaptação à cidade e ao clube ? A adaptação em termos de língua foi fácil . Percebo português , não tenho problemas , só falar é que é mais difícil . Foi tudo muito simples até agora e correspondeu às minhas expectativas . É um clube muito exigente em que tens de demonstrar todos os dias que queres ganhar . A mentalidade e a ambição são sempre direcionadas para a vitória .
Nas primeiras declarações , disse que o sete contra seis lhe agradava e que era um sistema ao qual se ia adaptar facilmente . Confirmou-se essa ideia ? Penso que sim , mas temos outros dois bons pivôs na minha posição e não temos jogado muito em sete contra seis , mas quando o fazemos resulta muito bem . Estou contente com esse sistema .
O fator Champions com certeza pesou na decisão de vir para cá . Apesar da campanha abaixo do esperado , como se sentiu nos melhores palcos da Europa ? Jogar nesses pavilhões foi muito bom , mas não tivemos o melhor começo de época . Houve muitas entradas na equipa , não tivemos a sorte de jogar alguns jogos em casa no início , jogámos sempre fora , e em alguns duelos perdemos por pormenores apenas . Foi uma mistura de contentamento e tristeza . Faltaram pequenos detalhes . Se começássemos há
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um mês a Champions , não tenho dúvidas de que faríamos muito melhor . Estamos mais unidos , jogamos melhor e temos mais estabilidade como equipa .
Como foram os reencontros com o Magdeburgo ? Num dos jogos atingiu o recorde de golos da temporada , curiosamente . Foram jogos bonitos , porque tenho lá pessoas por quem nutro muito carinho , mas fui para ganhar . Quando trocas de equipa e defrontas os teus antigos colegas , tens de ir para ganhar por ti também . Sabíamos que era complicado , porque eles são uma grande equipa , lutámos e aqui conseguimos um empate .
Partilha o posto específico com o Iturriza e o Daymaro . O que aprendeu com eles e moldou ao seu jogo ? Captei , sobretudo , a forma de trabalhar deles . É uma equipa diferente , com um estilo de jogo distinto , então aprendi a jogar com eles até para saber como me ligar com os colegas da primeira linha . Até agora , comecei a defender melhor , porque não estava habituado a defender onde defendo aqui .
Há jogadores de grande qualidade técnica na primeira linha que gostam de assistir o pivô . Sente-se beneficiado por isso ? É um luxo para qualquer pivô ter colegas assim na equipa , porque sabes à partida que vais ter uma maior influência no jogo . Eles são muito bons jogadores
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