Dragões #429 Ago 2022 | Page 15

ENTREVISTA
um futebol do outro mundo e a formação é mesmo muito boa . Se formos a ver , a nossa geração tem um número de jogadores enorme e , se calhar , fomos nós os escolhidos .
Estreou-se no Dragão , entrou ao intervalo e fez um penálti sobre o Otávio pouco depois . Como viveu essa montanha russa de emoções ? Ficou-me marcado para sempre e nunca me vou esquecer desse momento . Foi mesmo à frente da bancada dos Super Dragões e senti logo o nível , mas tive o apoio dos meus colegas e até acho que o resto do jogo me correu bem . Apanhei o Marega e o Tiquinho [ Soares ], dois dos avançados mais complicados da Liga , mas acho que foi bom ter tido dificuldades logo no início para me adaptar mais rápido .
Qual era a maior dificuldade que sentia quando defrontava o FC Porto ? A qualidade dos jogadores da frente e a dinâmica que têm . O
FC Porto é um clube grande e sentimos sempre o que é jogar contra o FC Porto , porque estão num nível diferente , num nível acima . Lembro-me de dizer muitas vezes aos meus amigos , ali durante a pausa da quarentena , que o Corona e o Otávio me deram muitas dores de cabeça e me mostraram o que era o nível seguinte .
Aquela pressão constante do ataque dificulta muito a vida aos adversários ? Sim , sim , é completamente diferente . É , literalmente , olhar para o campo e só ver azul [ risos ]. É uma expressão que eu uso para dizer que se nota bem a intensidade que o mister pede . Agora consigo presenciá-la e sempre notei essa dificuldade quando jogava contra o FC Porto .
Continuou a ser aposta e só foi travado naquele lance de pura infelicidade com o Luis Díaz mais de um ano depois . Passado este tempo , acha que era falta ? Não . Eu sempre disse isso , até

“ É , literalmente , olhar para o campo e só ver azul [ risos ]. É uma expressão que eu uso para dizer que se nota bem a intensidade que o mister pede . Agora consigo presenciá-la e sempre notei essa dificuldade quando jogava contra o FC Porto .”

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