Dragões #429 Ago 2022 | Page 12

ENTREVISTA

Rodeado de “ uma grande família ” no Olival , tal como a de sangue que tantas vezes refere , o mais valioso reforço do mercado interno explica que se revê por completo na “ ideia de não facilitar nada ” de Sérgio Conceição , treinador para quem “ o pormenor faz muita diferença ” e “ a sorte dá muito trabalho ”. Dono de uma mentalidade competitiva capaz de impressionar quem não o conheça tão bem , o jovem desligado das redes sociais cujas primeiras memórias remontam ao Euro 2004 tatuou frases motivacionais enquanto recuperava da grave lesão que o fez repensar o futuro . Com Diogo Costa como aliado no balneário , sonha subir na hierarquia , conquistar um lugar ao sol no FC Porto , outro na seleção nacional e “ ser tão bom ou melhor do que aqueles jogadores que via quando era mais novo ”. Para acertar esse triplo há que ter a ética de trabalho do ídolo LeBron James .

Conte-nos como foi a infância do David Carmo em Aveiro . Eram tempos de muita brincadeira , porque ainda apanhei uma geração não tão habituada à PlayStation e a ficar em casa a jogar online … Sempre tive liberdade para sair de casa à hora do almoço e chegar às sete , que era a hora marcada pelo meu pai . Passava a tarde toda a andar de bicicleta , a circular de campo em campo à procura daquele que tivesse mais gente a jogar . Fiz muito desporto , joguei muito futebol , basquetebol , tudo .
Os seus pais eram jogadores de basquetebol ? Foram eles que lhe transmitiram o bichinho ? Sim , sim . Acabava por ser inevitável ter gosto pelo desporto . Passei muito tempo em pavilhões a ver jogos , não só dos meus pais , mas também dos amigos dos meus pais . Aveiro é uma cidade em que o basquetebol é muito forte . Fui fazendo amigos , porque os pais deles jogavam com os meus e sim , o desporto esteve sempre presente .
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