ENTREVISTA
Chegou à Invicta como extremo e não esconde que tem particular apetência para atacar , mas explica nesta entrevista à DRAGÕES como se tornou num lateral ou defesa direito de potencial inegável . As exibições que tem protagonizado dão razão a Sérgio Conceição , mas o jovem craque tem consciência de que há muito espaço para crescer e de que todos os dias são uma oportunidade para melhorar . Confessando que se habituou melhor do que estava à espera à nova posição , João Mário é um valor emergente num grupo “ muito unido e muito forte ”, no qual “ ninguém deixa ninguém para trás ”. Reconhecendo que hoje é mais jogador à Porto do que quando chegou , o lateral internacional português em todos os escalões jovens só pensa em dar vitórias e títulos a um clube que “ sempre foi ” a sua “ casa ”, por isso é que se vê a vestir de azul e branco por muitos anos . O jogo frente à Belenenses SAD foi o primeiro que João Mário disputou com público no Estádio do Dragão e o número 23 garante que foi “ uma sensação incrível ”. Com os adeptos presentes , “ tudo se torna mais fácil ”:
“ Sentir o apoio deles é fundamental para atingirmos os nossos objetivos ”.
O facto de ser filho de um exjogador de futebol teve influência para hoje ser futebolista ? Sim , desde cedo que o futebol me foi incutido , mas sempre tive esse gosto pela modalidade . Quando era pequenino , sempre que via uma bola queria jogar , mas claro que o meu pai teve influência para ser futebolista , até porque também jogava comigo . Felizmente consegui chegar onde estou agora e estou muito feliz por isso .
Como é que surgiu a iniciação na Sanjoanense ? Tinha os meus sete anos e ao início sentia alguma vergonha , pois havia muitos miúdos . No dia do primeiro treino disse ao meu pai que queria muito ir , mas quando estava a descer as escadas para ir treinar , disse ao meu pai que não queria ir . Ao segundo treino também não fui , mas ao terceiro treino lá consegui ir e gostei muito .
Ainda se lembra de quando chegou ao FC Porto em 2008 ? Fiz uma época na Sanjoanense e lembro-me que um olheiro do FC Porto viu alguns jogos meus e
“
[ A final da UEFA Youth League ] Vai ficar marcada para sempre na minha carreira , pois foi claramente o ponto mais alto do meu percurso na formação . Tínhamos uma grande equipa e conseguimos fazer grandes coisas . Foi muito bom .”
12 REVISTA DRAGÕES SETEMBRO 2021