ENTREVISTA agora rivais , como Everton Cebolinha ou o Bruno Tabata , trocou algumas impressões ? Conversei um pouco com eles . O Everton comentou comigo , quando estava na seleção , que o fuso horário daqui era um pouco complicado . O Tabata também me disse que eu ia gostar muito de Portugal , que era um campeonato muito acirrado , muito forte e isso é bom para qualquer jogador .
Além destes dois ainda privou com Geromel , Léo Jardim e Jhonata Robert . Falou com eles sobre a Liga Portuguesa ? Quando o Jhonata Robert chegou a Porto Alegre eu já estava prestes a vir para cá , mas ele passou-me muitas referências do campeonato . Disse que era um pouco duro , que era bem diferente do futebol brasileiro , mas eu encaro isso como um fator de motivação . É bom disputar um grande campeonato .
Quais são , para si , as principais diferenças entre a Liga Portuguesa e o Brasileirão ? Acho que a intensidade , a força … Aqui recorre-se bastante à força física e a intensidade é muito alta . Lá no Brasil também existe intensidade , mas acho que não é tão alta como aqui em Portugal .
Há pouco mais de um ano foi um dos oito jogadores expulsos no “ Grenal ” ( Grémio-Internacional ) da fase de grupos da Libertadores . As imagens parecem mostrar que viu o cartão vermelho por defender os seus colegas numa espécie de batalha campal . Foi mesmo assim ? É sempre o primeiro a sacrificar-se pela equipa ? Ali , no calor do momento , vemos um companheiro nosso discutir com um adversário e vamos ajudá-lo . É algo que acontece naturalmente , particularmente comigo . Quero poder ajudar os meus
16 REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2021