Dragões #411 Fev 2021 | Página 55

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MARTIM COSTA
Vila Nova de Gaia , 27 de setembro de 2002 ( 18 anos ) Universal Camisola 79 2011 / 12 a 2016 / 17 - Colégio dos Carvalhos 2016 / 17 e 2017 / 18 – FC Porto ( juniores e juvenis ) 2018 / 19 e 2019 / 20 – FC Gaia ( empréstimo ) 2020 / 21 – FC Porto ( A e B )

“ VESTIR ESTA CAMISOLA É UM SONHO ”

Como foi crescer numa família de andebolistas ? Esse pode ter sido o motivo que me levou a escolher o andebol . Sempre vi muito andebol , treinei com o meu pai e com a minha mãe , e sem dúvida que foi uma ajuda muito grande para escolher esta modalidade .
Foi resgatado pelo FC Porto esta época , juntamente com o seu irmão . Foi um regresso ao clube dos vossos sonhos ? Sempre tive a ambição de jogar na equipa sénior do FC Porto . Sem dúvida que foi o realizar de um sonho poder vestir esta camisola .
Juntos em casa , nos treinos e nos jogos … Pode dizer-se que os irmãos são inseparáveis . Como é a vossa relação ? Damo-nos bem . Claro que temos as nossas desavenças de vez em quando , mas apoiamo-nos bastante e posso dizer que tenho uma relação muito boa com ele .
Considera que os 13 golos que marcou na Luz pelo FC Gaia foram o seu cartão de visita ou foi só mais um dia de trabalho ?
Acho que ajudou , mas foi sempre um trabalho constante e não apenas o desse jogo . Creio que fiz uma época constante e podemos dizer que foi mais um dia de trabalho .
O seu pai é da opinião de que vocês para já “ não se afirmaram ” e que ainda vos falta algo . Concorda com ele ? O que é que falta ? Sou da opinião dele , acho que tenho que me afirmar ainda . Tenho feito um bom trabalho , mas ainda falta para conseguir atingir o nível que quero .
Também nos disse que é forte no 1x1 , mas que peca na agressividade defensiva . É algo que já sabia e que tem tentado melhorar ? Sim , é algo que tenho tentado melhorar no meu jogo . Sempre tive algumas dificuldades nessa parte e é algo que quero melhorar .
Como foi a transição do FC Gaia para o FC Porto e do Ricardo Costa para o Magnus Andersson ? São clubes com ambições
completamente diferentes e foi uma grande mudança . Mas fui acolhido bastante bem pelo clube e pelos meus colegas de equipa , o que ajudou bastante na mudança . São dois grandes treinadores e aprendo bastante com eles .
Todos dizem que o Francisco é “ a fotocópia ” do pai . E o Martim , com que jogador se parece ? Não sei com que jogador me pareço , mas tento tirar coisas dos melhores jogadores e aplicá-las no meu jogo , tal com o Karabatic ou o Mikkel Hansen .
Descreva-nos as emoções vividas por um jovem de 18 anos na Liga dos Campeões . Poder jogar na Liga dos Campeões é sempre o realizar de um sonho . Poder competir com os melhores jogares do mundo e entrar em pavilhões históricos … Só posso sentir felicidade e euforia por jogar esses jogos .
É da opinião de que o jogo em Avanca , contra a equipa do seu pai , foi o mais difícil até ao momento em Portugal ? Se sim , como o explicas ?
Foi dos jogos mais competitivos que tivemos , sem dúvida alguma . Talvez possa ter sido alguma falta de concentração , não retirando o mérito ao Avanca .
De que forma o balneário encara o regresso à competição após a paragem das seleções ? Encaramos sempre da mesma maneira , com vontade de mostrar que somos a melhor equipa portuguesa , e sem dúvida vamos voltar ao trabalho com a vontade disso mesmo . O principal objetivo é sermos campeões . Se ganharmos os jogos todos , ainda melhor .
E como é ser treinado pelo próprio pai numa equipa de alta competição ? Nunca foi alvo da “ azia ” dos colegas por ser filho do treinador ? Não vou dizer que é igual , porque não é , mas sempre tentei abstrair-me disso e focar-me em jogar andebol . Creio que os meus companheiros de equipa sempre me trataram da mesma maneira do que aos outros e nunca senti essa “ azia ” por parte deles .
REVISTA DRAGÕES FEVEREIRO 2021