Dragões #411 Fev 2021 | Page 50

“ AS MAIORES QUALIDADES DA EQUIPA SÃO A HUMILDADE E A UNIÃO DE GRUPO . FORAM AS CARACTERÍSTICAS QUE NOS PERMITIRAM ALCANÇAR ESTA FORMA ”
“ NALO ”, O ÍDOLO
Mena foi a primeira pessoa da família a aventurar-se no hóquei em patins , com a avó a levá-lo aos treinos . Por isso , foi fora do seio familiar que procurou inspiração , mas não precisou de ir muito longe . Em San Juan também cresceu Reinaldo García . “ O Nalo começou por ser uma referência para mim , considero-o um ídolo , mais do que qualquer um ”, confessou . Agora que partilha o balneário com o Dragão mais titulado da atualidade , Mena admite que mais um sonho se tornou realidade . “ Falamos muito sobre San Juan , das nossas famílias e das lembranças da nossa vida na Argentina . E bebemos mate ”, completou .
ESTÁ NO PORTO , ESTÁ “ EM CASA ”
Os tempos em que vivemos nem sempre permitiram a Mena conhecer a cidade do Porto , mas sempre que teve a oportunidade para o fazer , o hoquista não se arrependeu . “ Adoro a Ribeira , é um sítio mágico . Adoro toda a cidade , as ruas e as gentes ”. Caracteriza-se como “ uma pessoa muito calma ”, que adora dar “ passeios com a namorada ” e “ beber mate , muito mate ”, admitiu . “ Quero continuar a descobrir o Porto . Aqui sinto-me em casa ”.
INFÂNCIA “ INCRÍVEL ”
Recuperando as memórias de criança , Ezequiel Mena só falou em coisas positivas . “ Foi uma infância incrível . Jogava futebol na rua com os meus amigos e convencia-os a calçar os patins também . Quem não gostava por vezes era a minha mãe , porque eu andava com eles em casa e cheguei a partir coisas ”, admitiu . As saídas ao fim de semana eram sempre na direção dos pavilhões . “ Ia com o meu pai assistir aos jogos e já me imaginava dentro da pista . Víamos a equipa principal e depois íamos jantar . Era muito bom ”.
A LIGAÇÃO AO FC PORTO E AOS ADEPTOS
Antes de atravessar o Atlântico , Mena já conhecia o FC Porto . “ Vi muitos jogos e sempre adorei o ambiente que os adeptos proporcionavam nos pavilhões ”. O argentino ainda não teve a oportunidade de sentir esse apoio de perto , mas recorda os tempos de adversário e como o Dragão Arena o impressionou . “ Quando joguei aqui pela primeira vez , com o Oeiras , fiquei sem palavras . Foi incrível . Ouvem-se todos a cantar e a apoiar a equipa , é algo que não se vive com esta intensidade nos outros pavilhões ”. Agora só está ansioso para viver esse ambiente de azul e branco . “ Os adeptos são muito importantes para nós , mesmo não estando no pavilhão , sentimos o apoio deles ”.
REVISTA DRAGÕES FEVEREIRO 2021