Dragões #405 Ago 2020 | Page 31

31 FINAL 24 de maio de 1998 FC PORTO-SPORTING DE BRAGA, 3-1 Estádio Nacional, em Oeiras O ano do primeiro tetracampeonato da história azul e branca também foi ano de dobradinha. Para concretizá-la, o FC Porto somou a impressionante quantidade de 32 golos em seis jogos, marcando pelo menos três em cada um dos encontros. E o jogador que mais faturou, como não podia deixar de ser naquela época, foi Jardel, que teve uma tarde de sonho a 17 de dezembro de 1997: no intervalo do jogo frente ao Juventude de Évora, da quinta eliminatória, saltou do banco ao intervalo para marcar sete golos em apenas 42 minutos, ou seja, um golo em média a cada seis minutos. Na final de Oeiras, o FC Porto bateu o Braga com três golos de três jogadores brasileiros – Aloísio, Jardel e Artur – ficando particularmente na retina o último, que foi um belo pontapé de bicicleta. FINALÍSSIMA 25 de maio de 2000 FC PORTO-SPORTING, 2-0 Estádio Nacional, em Oeiras Tal como em 1993/94, FC Porto e Sporting precisaram de uma finalíssima para decidir o vencedor da Taça de Portugal de 1999/2000, e tal como em 1993/94, foram os Dragões a conquistar o troféu. Este foi o último título da carreira de Rui Barros, um jogador pequeno em estatura, mas gigante no talento e na inteligência, a quem o presidente Pinto da Costa dedicou a 10.ª Taça de Portugal erguida pelo FC Porto. A dedicatória presidencial também chegou a Paulinho Santos, que não pôde dar o seu contributo à equipa na finalíssima depois de ser vítima de uma agressão bárbara de Acosta no jogo da final. A cotovelada do avançado argentino no médio portista atirou-o para o bloco de operações, mas Clayton e Deco ofereceram-lhe a Taça de Portugal ao assinar os golos da vitória do FC Porto na finalíssima (2-0), que se seguiu ao empate (1-1) na final (golo de Jardel). No caminho para a final, o FC Porto eliminou o Ribeira Brava (4-0), o Sporting de Braga (4-1), o Fafe (3-0) e o Rio Ave (3-0). REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020