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FINAL
2 de junho de 1991
FC PORTO-BEIRA-MAR 3-1 (A.P.)
Estádio Nacional, em Oeiras
O
último troféu conquistado por Artur Jorge
ao serviço do FC Porto foi a Taça de Portugal
de 1990/91, numa altura em que o técnico já
contava no currículo com uma Taça dos Clubes
Campeões Europeus, três Ligas portuguesas e três Supertaças.
O elemento mais decisivo para este triunfo foi Domingos
Paciência, avançado que marcou sucessivamente nos jogos dos
quartos de final, das meias-finais (nos dois encontros) e da final.
Após eliminar o Benfica nos quartos, o FC Porto enfrentou duas
equipas do distrito de Aveiro, que até acabaram por impor
mais dificuldades do que o adversário que teoricamente seria
mais difícil, obrigando à realização de dois prolongamentos
e de um jogo de desempate. No fim, o troféu acabou mesmo
nas vitrinas das Antas, graças à inspiração de Kostadinov e
Jaime Magalhães na meia-hora decisiva do jogo de Oeiras.
FINALÍSSIMA
10 de junho de 1994
FC PORTO-SPORTING 2-1
Estádio Nacional, em Oeiras
A
meio da temporada de 1993/94, o FC Porto
contratou para treinador da equipa principal um
técnico que tinha acabado de ser despedido do
Sporting: Bobby Robson. O inglês estreou-se de
azul e branco num dérbi da sexta eliminatória da Taça de
Portugal, frente ao Salgueiros, e foi precisamente essa a
primeira competição que conquistou, numa final contra o
mesmo Sporting que o tinha dispensado pouco antes. O
triunfo esteve longe de ser fácil. A 5 de junho, houve 0-0 nos
90 minutos e 0-0 após prolongamento. Na finalíssima de
10 de junho, houve 1-1 durante o tempo regulamentar, mas
Aloísio garantiu que a taça viajaria para o Porto com um
golo no arranque da meia-hora extra. A imagem inesquecível
deste encontro estava reservada para o fim: perante a
fúria dos adeptos sportinguistas, que tentavam agredir os
jogadores do FC Porto com tudo o que podiam, João Pinto
ergueu orgulhosamente o troféu e usou-o mesmo para se
defender de alguns objetos que lhe eram arremessados.
REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020