Dragões #405 Ago 2020 | Seite 30

30 FINAL 2 de junho de 1991 FC PORTO-BEIRA-MAR 3-1 (A.P.) Estádio Nacional, em Oeiras O último troféu conquistado por Artur Jorge ao serviço do FC Porto foi a Taça de Portugal de 1990/91, numa altura em que o técnico já contava no currículo com uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, três Ligas portuguesas e três Supertaças. O elemento mais decisivo para este triunfo foi Domingos Paciência, avançado que marcou sucessivamente nos jogos dos quartos de final, das meias-finais (nos dois encontros) e da final. Após eliminar o Benfica nos quartos, o FC Porto enfrentou duas equipas do distrito de Aveiro, que até acabaram por impor mais dificuldades do que o adversário que teoricamente seria mais difícil, obrigando à realização de dois prolongamentos e de um jogo de desempate. No fim, o troféu acabou mesmo nas vitrinas das Antas, graças à inspiração de Kostadinov e Jaime Magalhães na meia-hora decisiva do jogo de Oeiras. FINALÍSSIMA 10 de junho de 1994 FC PORTO-SPORTING 2-1 Estádio Nacional, em Oeiras A meio da temporada de 1993/94, o FC Porto contratou para treinador da equipa principal um técnico que tinha acabado de ser despedido do Sporting: Bobby Robson. O inglês estreou-se de azul e branco num dérbi da sexta eliminatória da Taça de Portugal, frente ao Salgueiros, e foi precisamente essa a primeira competição que conquistou, numa final contra o mesmo Sporting que o tinha dispensado pouco antes. O triunfo esteve longe de ser fácil. A 5 de junho, houve 0-0 nos 90 minutos e 0-0 após prolongamento. Na finalíssima de 10 de junho, houve 1-1 durante o tempo regulamentar, mas Aloísio garantiu que a taça viajaria para o Porto com um golo no arranque da meia-hora extra. A imagem inesquecível deste encontro estava reservada para o fim: perante a fúria dos adeptos sportinguistas, que tentavam agredir os jogadores do FC Porto com tudo o que podiam, João Pinto ergueu orgulhosamente o troféu e usou-o mesmo para se defender de alguns objetos que lhe eram arremessados. REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020