Dragões #405 Ago 2020 | Seite 28

28 FINAL 16 de junho de 1968 FC PORTO-V. SETÚBAL, 2-1 Estádio Nacional, em Oeiras Um dos períodos mais difíceis da história do FC Porto, muitas vezes impedido de ganhar e asfixiado pelo centralismo crónico do país, foram as quase duas décadas que separaram o título de campeão nacional de 1958/59 e a formação, em 1976/77, da dupla de sucesso constituída por Jorge Nuno Pinto da Costa, na qualidade de chefe do departamento de futebol, e José Maria Pedroto, como treinador. Nesses anos de chumbo, os Dragões conquistaram apenas um troféu, precisamente durante a primeira experiência do “Mestre” como responsável técnico pela equipa: a Taça de Portugal de 1967/68. No caminho até à final, em que Djalma se destacou com 11 golos, os azuis e brancos não deram hipóteses ao Benfica vice-campeão europeu, empatando a dois na Luz e vencendo por 3-0 nas Antas. No jogo decisivo, que não foi transmitido pela RTP, porque estava a ser passada uma tourada, Valdemar e Nóbrega viraram o resultado frente ao Vitória de Setúbal e confirmaram a primeira conquista de Pedroto como treinador do FC Porto. FINAL 18 de maio de 1977 FC PORTO-BRAGA 1-0 Estádio das Antas O jejum de títulos do FC Porto, fugazmente interrompido em 1968, só foi definitivamente quebrado a partir de 1977, quando Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto conduziram o clube à vitória na Taça de Portugal desse ano e ao bicampeonato de 1978 e 1979. Numa campanha em que brilharam Duda, Gomes e Oliveira e em que abundaram as vitórias por margens expressivas, incluindo um 3-0 sobre o Sporting nos quartos de final, tudo acabou por se decidir no palco mais especial para todos os portistas, o Estádio das Antas. A 18 de maio, foi preciso esperar pela segunda parte para ver Gomes marcar o único golo do jogo e assegurar o primeiro troféu de uma notável geração de jogadores. Um golo e uma Taça, na verdade, que ficaram associados ao arranque de uma nova era na história do futebol português. REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020