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FINAL
16 de junho de 1968
FC PORTO-V. SETÚBAL, 2-1
Estádio Nacional, em Oeiras
Um dos períodos mais difíceis da história
do FC Porto, muitas vezes impedido
de ganhar e asfixiado pelo centralismo
crónico do país, foram as quase duas
décadas que separaram o título de campeão
nacional de 1958/59 e a formação, em 1976/77, da
dupla de sucesso constituída por Jorge Nuno Pinto
da Costa, na qualidade de chefe do departamento
de futebol, e José Maria Pedroto, como treinador.
Nesses anos de chumbo, os Dragões conquistaram
apenas um troféu, precisamente durante a
primeira experiência do “Mestre” como responsável
técnico pela equipa: a Taça de Portugal de
1967/68. No caminho até à final, em que Djalma
se destacou com 11 golos, os azuis e brancos não
deram hipóteses ao Benfica vice-campeão europeu,
empatando a dois na Luz e vencendo por 3-0 nas
Antas. No jogo decisivo, que não foi transmitido
pela RTP, porque estava a ser passada uma tourada,
Valdemar e Nóbrega viraram o resultado frente
ao Vitória de Setúbal e confirmaram a primeira
conquista de Pedroto como treinador do FC Porto.
FINAL
18 de maio de 1977
FC PORTO-BRAGA 1-0
Estádio das Antas
O
jejum de títulos do FC Porto, fugazmente
interrompido em 1968, só foi
definitivamente quebrado a partir de
1977, quando Jorge Nuno Pinto da Costa
e José Maria Pedroto conduziram o clube à vitória
na Taça de Portugal desse ano e ao bicampeonato de
1978 e 1979. Numa campanha em que brilharam Duda,
Gomes e Oliveira e em que abundaram as vitórias
por margens expressivas, incluindo um 3-0 sobre o
Sporting nos quartos de final, tudo acabou por se
decidir no palco mais especial para todos os portistas,
o Estádio das Antas. A 18 de maio, foi preciso esperar
pela segunda parte para ver Gomes marcar o único
golo do jogo e assegurar o primeiro troféu de uma
notável geração de jogadores. Um golo e uma Taça,
na verdade, que ficaram associados ao arranque
de uma nova era na história do futebol português.
REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020