Dragões #405 Ago 2020 | Page 27

27 FINAL 27 de maio de 1956 FC PORTO-TORREENSE, 2-0 Estádio Nacional, em Oeiras Sessenta e três anos antes de ganhar dimensão europeia no calendário de qualquer portista, o dia 27 de maio trouxe a primeira vitória na Taça de Portugal e, com ela, a primeira dobradinha. O brasileiro Dorival Yustrich, que se tornou célebre também pela disciplina férrea e pelos métodos ditatoriais, era o treinador. No Jamor, com dois golos de Hernâni, o FC Porto derrotou o Torreense, que tinha eliminado o Belenenses e o Sporting, e fechou um percurso iniciado no Estádio das Antas com uma goleada sobre o Portimonense (13-1) num jogo com sete golos de Teixeira e quatro de Jaburu; José Maria e Perdigão fizeram os restantes. Académica e Leões de Santarém foram os adversários e as vítimas que se seguiram, antes de o Marítimo cair na meia-final, disputada no Estádio Pina Manique, em Lisboa. Marcou Hernâni. FINAL 15 de junho de 1958 FC PORTO-BENFICA, 1-0 Estádio Nacional, em Oeiras Dois anos depois da primeira vitória no Jamor, Hernâni voltou a decidir a final da Taça, bastandolhe agora fazer um golo para derrotar o Benfica e erguer o troféu. Mas o verdadeiro ajuste de contas tinha chegado quase um mês antes, a 18 de maio, quando o FC Porto afastou o Sporting nas meiasfinais, vingando a perda do título de campeão nacional para os leões com o mesmo número de pontos (43) e uma boa dose de polémica à mistura: na penúltima jornada, o árbitro Álvaro Rodrigues validou o que o assistente tinha anulado para o Sporting poder ganhar no Barreiro (1-0). Como prémio, o árbitro de Coimbra dirigiu a final em Oeiras, que a equipa de Otto Bumbel, contratado para substituir Yustrich e fazer todo o percurso na Taça de Portugal, dominou e ganhou. Para lá chegar, o FC Porto afastou ainda o Sporting de Braga e o Marítimo. REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020