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COIMBRA É TRADIÇÃO
Conquistar troféus na cidade que viu crescer Sérgio Conceição não é novidade. Na verdade, para
o FC Porto já é um costume com quase nove décadas, porque antes de vencer a Taça de Portugal
os azuis e brancos já tinham ganho dois Campeonatos de Portugal no desaparecido Campo do
Arnado e duas Supertaças nos tempos em que o Cidade de Coimbra era Municipal. E fê-lo sempre
contra equipas de Lisboa: primeiro frente ao Belenenses, depois diante do Sporting e mais
tarde perante o Benfica, com os “encarnados” a serem triplamente sacrificados neste “penta”.
TEXTO: ALBERTO BARBOSA
Campeonato de Portugal 1931/32 Campeonato de Portugal 1936/37
A
história de erguer troféus em
Coimbra tem mais de 88 anos e
começou a ser escrita a 17 de julho
de 1932 pelos pés de Pinga e Artur
Mesquita, que no Campo do Arnado retificaram
o empate (4-4) da final frente ao Belenenses e
garantiram a vitória na finalíssima (2-1), com
arbitragem do espanhol Ramon Melcón, e o
terceiro título de Campeão de Portugal ao
Supertaça 1991 Supertaça 2004
FC Porto, então treinado por Joseph Szabo.
Cinco anos mais tarde, outra vez no Campo do
Arnado, o FC Porto completava o ciclo de quatro
vitórias no Campeonato de Portugal, derrotando,
desta vez, o Sporting, o adversário que os azuis
e brancos já tinham vencido nas finais de 1922 e
1925. Em julho de 1937, marcaram Lopes Carneiro,
Carlos Nunes e Vianinha, numa vitória por 3-2 da
equipa orientada pelo austríaco François Gutkas.
Coimbra voltou a ser palco de grandes decisões
para o FC Porto 55 anos depois, quando a
edição de 1991 da Supertaça só terminou em
setembro do ano seguinte. Começou tudo com
uma derrota na Luz (2-1), resultado que Timofte
retificou nas Antas (1-0), quando os golos
marcados fora ainda não serviam de sistema
de desempate e os Dragões eram liderados
desde o banco por Carlos Alberto Silva.
A finalíssima jogou-se oito meses depois,
no Municipal de Coimbra, com Isaías a
colocar o Benfica em vantagem e João Pinto
a repor a igualde a cinco minutos do fim. O
prolongamento não trouxe nada de novo
e, nos penáltis, os “encarnados” chegaram
a dispor de uma vantagem de 3-0, antes de
Isaías atirar por cima, de Vítor Baía defender os
remates de Hélder e Mostovoi e de Paulinho
César fechar a segunda série com um 4-3
favorável aos Dragões. Foi épico, também.
Em agosto de 2004, 16 anos antes de levantar
a Taça de Portugal em Coimbra em condições
nunca antes vistas, o FC Porto regressou à
cidade do Mondego para erguer mais uma
Supertaça e vencer de novo o Benfica, bastando,
então, um grande golo de Ricardo Quaresma
para dar ao treinador Víctor Fernández o
primeiro de dois títulos com os Dragões. O outro
foi “só” a última edição da Taça Intercontinental.
REVISTA DRAGÕES AGOSTO 2020