principal aposta era a primeira
qualificação para a final de uma
prova europeia. E o FC Porto
não só atingiu essa final, em
1984, como venceu sete troféus
internacionais a partir de 1987.
A esses títulos juntaram-se 21
campeonatos nacionais, 12 Taças
de Portugal e 20 Supertaças. E
numa altura em que parece
cada vez mais difícil que clubes
de ligas periféricas compitam
com os tubarões europeus e
em que a formação se afigura
como o melhor caminho
para o sucesso desportivo e
financeiro, o FC Porto tornou-se
a primeira equipa portuguesa
a sagrar-se campeã europeia
de juniores, em 2019.
Entre 23 de abril de 1982 e 23
de abril de 2020, a dimensão
do FC Porto cresceu dos níveis
local e regional e para as escalas
europeia e mundial. O maior
clube do Norte tornou-se o
melhor clube português. E como
nunca foram esquecidas as raízes,
o clube cresceu com a cidade
e com a região e a cidade e a
região cresceram com o clube. O
sucesso acumulou-se ao longo
de todas as décadas no futebol
e nas outras modalidades e teve
reflexos na organização interna e
nas infraestruturas. Os fracassos
foram sempre muito menos
do que os êxitos. E tudo só foi
possível graças a uma notável
capacidade de concretização,
definição de metas, superação
de expectativas e adaptação a
novas realidades. Sonhar com
o que parecia irrealizável foi,
muitas vezes, o primeiro passo
para andar à frente. E sonhos
nunca faltaram a Jorge Nuno
Pinto da Costa, o presidente
REVISTA DRAGÕES ABRIL 2020