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o handicap adicional de que
algumas atletas e um elemento
da equipa técnica estiveram
durante o verão ao serviço da
seleção nacional e só iniciaram os
trabalhos no clube já depois dos
trabalhos terem arrancado. E até aí
foi desafiante. Arrancámos com os
treinos em agosto – no voleibol há
a prática comum de se iniciar os
trabalhos no mês de setembro. E
o grupo só se junta todo já depois
das primeiras duas semanas de
agosto. E desse momento até à
Supertaça tínhamos praticamente
um mês para introduzir ideias e
aplicá-las de forma uniforme pelo
plantel. Foi mesmo uma corrida
“Toda a construção do plantel foi a
pensar precisamente em termos uma
equipa competitiva, em reunir um
leque de atletas com provas dadas.”
contra o tempo. É difícil fazer
uma gestão física e emocional
do plantel, quando o primeiro
jogo oficial decide um troféu.
Porque se falarmos num jogo do
campeonato com 22 jornadas, os
pontos são sempre recuperáveis.
As primeiras oito semanas foram
uma verdadeira montanha-russa.
Mas vencemos e isso foi muito
gratificante.
D e p o i s de co n q u i st a d a a
Supertaça, a AJM/FC Porto abriu
o campeonato com uma vitória
frente ao AVC Famalicão, uma
equipa com ambições ao Top-4.
Daí em diante foram 15 vitórias
consecutivas e mais de 100 dias
sem perder. Costuma dizer-se
que o difícil não é chegar ao topo,
é manter-se no topo…
Sim, sabíamos internamente que
à medida que íamos vencendo
jogo após jogo, esse ciclo vitorioso
podia não durar as 22 jornadas
do campeonato. Treinávamos
sempre, não só com o desafio
de vencer mais uma semana,
mas também com o objetivo
motivacional de conquistar os
três pontos – conseguido com um
resultado de 3-0. Só perdemos o
primeiro ponto numa deslocação
aos Açores, a 7 de dezembro, o que
fez com que a nossa consistência
fosse ainda mais valorizada por
todos. Foi difícil, mas não foi
ao acaso. Temos mais de 200
treinos com bola feitos. O plantel
não é todo profissional para
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020