Dragões #400 Mar 2020 | Seite 69

69 o handicap adicional de que algumas atletas e um elemento da equipa técnica estiveram durante o verão ao serviço da seleção nacional e só iniciaram os trabalhos no clube já depois dos trabalhos terem arrancado. E até aí foi desafiante. Arrancámos com os treinos em agosto – no voleibol há a prática comum de se iniciar os trabalhos no mês de setembro. E o grupo só se junta todo já depois das primeiras duas semanas de agosto. E desse momento até à Supertaça tínhamos praticamente um mês para introduzir ideias e aplicá-las de forma uniforme pelo plantel. Foi mesmo uma corrida “Toda a construção do plantel foi a pensar precisamente em termos uma equipa competitiva, em reunir um leque de atletas com provas dadas.” contra o tempo. É difícil fazer uma gestão física e emocional do plantel, quando o primeiro jogo oficial decide um troféu. Porque se falarmos num jogo do campeonato com 22 jornadas, os pontos são sempre recuperáveis. As primeiras oito semanas foram uma verdadeira montanha-russa. Mas vencemos e isso foi muito gratificante. D e p o i s de co n q u i st a d a a Supertaça, a AJM/FC Porto abriu o campeonato com uma vitória frente ao AVC Famalicão, uma equipa com ambições ao Top-4. Daí em diante foram 15 vitórias consecutivas e mais de 100 dias sem perder. Costuma dizer-se que o difícil não é chegar ao topo, é manter-se no topo… Sim, sabíamos internamente que à medida que íamos vencendo jogo após jogo, esse ciclo vitorioso podia não durar as 22 jornadas do campeonato. Treinávamos sempre, não só com o desafio de vencer mais uma semana, mas também com o objetivo motivacional de conquistar os três pontos – conseguido com um resultado de 3-0. Só perdemos o primeiro ponto numa deslocação aos Açores, a 7 de dezembro, o que fez com que a nossa consistência fosse ainda mais valorizada por todos. Foi difícil, mas não foi ao acaso. Temos mais de 200 treinos com bola feitos. O plantel não é todo profissional para REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020