Dragões #400 Mar 2020 | Page 68

68 VO L E I B O L RUI MOREIRA “Estamos orgulhosos do nosso trajeto” Cinquenta e nove pontos em resultado de 20 vitórias e duas derrotas. Vencedor da fase regular do campeonato nacional de voleibol feminino com sete pontos de vantagem sobre o Clube K, segundo classificado, e dez sobre o Porto Vólei, que foi terceiro. Números extraordinários na época de estreia da parceria AJM/FC Porto no principal escalão do voleibol feminino em Portugal. As mulheres do FC Porto traduziram em troféus a ambição a que se propuseram. Ergueram lá no alto a Supertaça e a Taça de Portugal. Rui Moreira, o treinador, reconstituiu o percurso da equipa de agosto a março e perspetivou o início do play-off, que apura o campeão nacional. ENTREVISTA de INÊS SILVA PEREIRA Recuemos aos dias da constituição da equipa. Como é que foi juntar todas as peças para formar um puzzle competitivo? O início deste projeto foi muito interessante. Equacionávamos, enquanto Academia José Moreira, a possibilidade de construir uma equipa e um projeto mais competitivo do que aquele que tínhamos até à época passada. Como é lógico, a associação ao FC Porto facilitou todo o processo, porque o nome do clube fala por si só. No fundo, ajuda a cativar e a motivar atletas, patrocinadores e staff técnico. A parceria com o FC Porto obriga-nos a ter a ambição REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020 de lutar por títulos. Se depois os vamos conseguir, os resultados desportivos o dirão. Toda a construção do plantel foi a pensar precisamente em termos uma equipa competitiva, em reunir um leque de atletas com provas dadas de valor e competência para que pudéssemos lutar pelas competições nacionais em que estávamos inseridos. É um plantel que abraça o equilíbrio entre a juventude e a experiência. Tivemos algumas preocupações, sim. Antes de mais, a nossa preferência foi sempre por jogadoras nacionais, ainda que, como é lógico, se precisarmos podemos recorrer ao mercado internacional. Porque acredito que cada clube, e neste caso a AJM/FC Porto, também tem a missão de contribuir para o desenvolvimento nacional. Quer isto dizer que nos preocupamos em reunir algumas das melhores jogadoras nacionais com um determinado perfil desportivo e social. Depois do plantel construído, a Supertaça foi a primeira missão oficial. Quão desafiante foi preparar a equipa para defrontar um Leixões tricampeão nacional? Fo i u m de s a f io q u a s e e m contrarrelógio, porque d e f ro n t á m o s u m L e i xõ e s tricampeão nacional que, apesar de ter de se reestruturar devido à saída de atletas, teve a capacidade financeira para recorrer ao mercado internacional e reforçar a equipa. Manteve-se, por isso, u m a e q u ip a comp e t it iva e que se assumiu desde o início como candidata a vencer todas as competições nacionais. Ao mesmo tempo, a AJM/FC Porto teve de construir um plantel praticamente do zero e com