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VO L E I B O L
RUI MOREIRA
“Estamos
orgulhosos do
nosso trajeto”
Cinquenta e nove pontos em resultado de 20 vitórias e duas derrotas.
Vencedor da fase regular do campeonato nacional de voleibol feminino
com sete pontos de vantagem sobre o Clube K, segundo classificado, e dez
sobre o Porto Vólei, que foi terceiro. Números extraordinários na época de
estreia da parceria AJM/FC Porto no principal escalão do voleibol feminino
em Portugal. As mulheres do FC Porto traduziram em troféus a ambição a
que se propuseram. Ergueram lá no alto a Supertaça e a Taça de Portugal.
Rui Moreira, o treinador, reconstituiu o percurso da equipa de agosto a
março e perspetivou o início do play-off, que apura o campeão nacional.
ENTREVISTA de INÊS SILVA PEREIRA
Recuemos aos dias da
constituição da equipa. Como é
que foi juntar todas as peças para
formar um puzzle competitivo?
O início deste projeto foi muito
interessante. Equacionávamos,
enquanto Academia José Moreira,
a possibilidade de construir
uma equipa e um projeto mais
competitivo do que aquele que
tínhamos até à época passada.
Como é lógico, a associação ao
FC Porto facilitou todo o processo,
porque o nome do clube fala por
si só. No fundo, ajuda a cativar e
a motivar atletas, patrocinadores
e staff técnico. A parceria com o
FC Porto obriga-nos a ter a ambição
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020
de lutar por títulos. Se depois os
vamos conseguir, os resultados
desportivos o dirão. Toda a
construção do plantel foi a pensar
precisamente em termos uma
equipa competitiva, em reunir
um leque de atletas com provas
dadas de valor e competência
para que pudéssemos lutar pelas
competições nacionais em que
estávamos inseridos.
É um plantel que abraça o
equilíbrio entre a juventude e a
experiência.
Tivemos algumas preocupações,
sim. Antes de mais, a nossa
preferência foi sempre por
jogadoras nacionais, ainda que,
como é lógico, se precisarmos
podemos recorrer ao mercado
internacional. Porque acredito
que cada clube, e neste caso
a AJM/FC Porto, também tem
a missão de contribuir para o
desenvolvimento nacional. Quer
isto dizer que nos preocupamos
em reunir algumas das melhores
jogadoras nacionais com um
determinado perfil desportivo e
social.
Depois do plantel construído, a
Supertaça foi a primeira missão
oficial. Quão desafiante foi
preparar a equipa para defrontar
um Leixões tricampeão
nacional?
Fo i u m de s a f io q u a s e e m
contrarrelógio,
porque
d e f ro n t á m o s u m L e i xõ e s
tricampeão nacional que, apesar
de ter de se reestruturar devido à
saída de atletas, teve a capacidade
financeira para recorrer ao
mercado internacional e reforçar
a equipa. Manteve-se, por isso,
u m a e q u ip a comp e t it iva e
que se assumiu desde o início
como candidata a vencer todas
as competições nacionais. Ao
mesmo tempo, a AJM/FC Porto
teve de construir um plantel
praticamente do zero e com