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“Foi especial estar nomeado para o
sete ideal [do Campeonato da Europa],
por estar entre jogadores que sempre
foram uma referência para mim.”
Já está na quinta época ao serviço
do FC Porto e tem sido desde
sempre um elemento regular com
importância clara. De que forma
avalia esta fase do seu percurso?
No início não correu como eu
esperava, pois coincidiu com a
perda do meu pai. Isto afetou muito
toda a minha vida, inclusive a vida
profissional, tornando a adaptação
mais difícil. Passada essa fase
compl icad a , e mo c ion a l me nte
tornei-me uma pessoa mais estável,
o que me permitiu estar dedicado
de corpo e alma ao FC Porto. Este
último ano e meio tem sido o melhor
período desde que estou aqui, por
causa dos títulos conquistados e
“Estou confiante de que com
trabalho e foco podemos repetir os
êxitos nas competições nacionais
e, quem sabe, fazer algo bonito
na Liga dos Campeões que fique
na história do FC Porto.”
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020
também pelo percurso que temos
feito nas competições europeias. confiante de que a atual pode ser
igual ou melhor?
Sim, estou confiante de que com
Os jogadores normalmente não
gostam de falar muito de si, mas
enquanto andebolista quais são
os seus pontos fortes, ou seja, as
principais mais-valias que sente
dar ao grupo?
E eu não sou exceção. Penso que
toda a organização e liderança que
proporciono à equipa, sobretudo a
nível ofensivo, acaba por ser aquilo
que mais me caracteriza. trabalho e foco podemos repetir os
êxitos nas competições nacionais e
quem sabe fazer algo bonito na Liga
dos Campeões que fique na história
do FC Porto.
De azul e branco, conquistou até à
data três títulos correspondentes
às três maiores competições
nacionais. Os troféus domésticos
continuam certamente a ser uma
prioridade, ainda assim acredito
que tenha fortes ambições a nível
europeu, até porque o FC Porto
tem sido uma das surpresas mais
positivas da presente edição
da Liga dos Campeões. Como
perspetiva o embate que se segue
contra o Aalborg e as hipóteses
nesta frente?
Verdade, nunca nos podemos
esquecer que a nossa prioridade são
as competições nacionais. A nível
europeu temos que continuar a
sonhar, sabendo que o Aalborg é um
adversário forte que também está a
fazer um excelente percurso, mas
nada nos tira a vontade de vencer e
chegar o mais longe possível.
A
época
anterior
foi
particularmente boa com a
histórica “dobradinha”. Está
O Rui foi considerado o jogador do
ano em 2018/2019. Que significado
teve esse prémio para si e quão
relevante pode ser na busca dos
objetivos que persegue em termos
individuais e coletivos?
É sempre importante sermos
reconhecidos pelo nosso trabalho,
mas não podemos esquecer que isto
se deve ao sucesso coletivo e a todas
as pessoas que estão envolvidas na
nossa equipa. O objetivo é sempre
continuar a dar o máximo de mim
em prol da equipa e das ambições
do FC Porto.
Tem-se destacado igualmente na
seleção portuguesa, como atesta
o recente Campeonato da Europa,
no qual foi nomeado para integrar
o sete ideal do torneio. Ficou
satisfeito com a participação que
teve nesta prova, em que Portugal
alcançou o melhor resultado de
sempre, e sonha com sucessos
ainda maiores a representar o
país?
Fiquei muito satisfeito por aquilo
que fizemos. Acho que toda a
equipa mostrou à Europa que
somos bons jogadores, capazes de
jogar olhos nos olhos com qualquer
seleção. Para mim, foi especial estar