Dragões #400 Mar 2020 | Page 66

66 “Foi especial estar nomeado para o sete ideal [do Campeonato da Europa], por estar entre jogadores que sempre foram uma referência para mim.” Já está na quinta época ao serviço do FC Porto e tem sido desde sempre um elemento regular com importância clara. De que forma avalia esta fase do seu percurso? No início não correu como eu esperava, pois coincidiu com a perda do meu pai. Isto afetou muito toda a minha vida, inclusive a vida profissional, tornando a adaptação mais difícil. Passada essa fase compl icad a , e mo c ion a l me nte tornei-me uma pessoa mais estável, o que me permitiu estar dedicado de corpo e alma ao FC Porto. Este último ano e meio tem sido o melhor período desde que estou aqui, por causa dos títulos conquistados e “Estou confiante de que com trabalho e foco podemos repetir os êxitos nas competições nacionais e, quem sabe, fazer algo bonito na Liga dos Campeões que fique na história do FC Porto.” REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020 também pelo percurso que temos feito nas competições europeias. confiante de que a atual pode ser igual ou melhor? Sim, estou confiante de que com Os jogadores normalmente não gostam de falar muito de si, mas enquanto andebolista quais são os seus pontos fortes, ou seja, as principais mais-valias que sente dar ao grupo? E eu não sou exceção. Penso que toda a organização e liderança que proporciono à equipa, sobretudo a nível ofensivo, acaba por ser aquilo que mais me caracteriza. trabalho e foco podemos repetir os êxitos nas competições nacionais e quem sabe fazer algo bonito na Liga dos Campeões que fique na história do FC Porto. De azul e branco, conquistou até à data três títulos correspondentes às três maiores competições nacionais. Os troféus domésticos continuam certamente a ser uma prioridade, ainda assim acredito que tenha fortes ambições a nível europeu, até porque o FC Porto tem sido uma das surpresas mais positivas da presente edição da Liga dos Campeões. Como perspetiva o embate que se segue contra o Aalborg e as hipóteses nesta frente? Verdade, nunca nos podemos esquecer que a nossa prioridade são as competições nacionais. A nível europeu temos que continuar a sonhar, sabendo que o Aalborg é um adversário forte que também está a fazer um excelente percurso, mas nada nos tira a vontade de vencer e chegar o mais longe possível. A época anterior foi particularmente boa com a histórica “dobradinha”. Está O Rui foi considerado o jogador do ano em 2018/2019. Que significado teve esse prémio para si e quão relevante pode ser na busca dos objetivos que persegue em termos individuais e coletivos? É sempre importante sermos reconhecidos pelo nosso trabalho, mas não podemos esquecer que isto se deve ao sucesso coletivo e a todas as pessoas que estão envolvidas na nossa equipa. O objetivo é sempre continuar a dar o máximo de mim em prol da equipa e das ambições do FC Porto. Tem-se destacado igualmente na seleção portuguesa, como atesta o recente Campeonato da Europa, no qual foi nomeado para integrar o sete ideal do torneio. Ficou satisfeito com a participação que teve nesta prova, em que Portugal alcançou o melhor resultado de sempre, e sonha com sucessos ainda maiores a representar o país? Fiquei muito satisfeito por aquilo que fizemos. Acho que toda a equipa mostrou à Europa que somos bons jogadores, capazes de jogar olhos nos olhos com qualquer seleção. Para mim, foi especial estar