Dragões #400 Mar 2020 | Page 65

O andebol sempre lhe foi familiar. Com o exemplo dos pais e do irmão mais velho, Rui Silva começou o percurso no clube da terra, em Guimarães, mas a transição para sénior deu-se longe do conforto do lar, no Sporting. Lisboa, no entanto, reservou-lhe uma estadia doce. Foi lá que encontrou a companheira de vida e entrou no radar dos Dragões, chegando à Invicta em 2015 para uma completa afirmação no panorama nacional. De azul e branco, sente-se em casa: já ganhou o título mais desejado do país, tornou-se uma das principais figuras da seleção portuguesa e trabalha também para atingir a glória além-fronteiras. Como a todos os desportistas, o novo coronavírus fechou-lhe a porta da competição, mas o central mantém aberta uma janela de esperança num rápido regresso ao abrigo do Arena para o convívio com a família portista, até porque em cima da mesa ainda há muito a que brindar. ENTREVISTA de RUI AZEVEDO OS TIRA A DE VENCER” L embra-se de quando e como tudo começou para si no andebol? Tudo come çou com q u at ro a n o s n o D e s p o r t ivo Francisco de Holanda, influenciado pelo meu irmão e também pelos meus pais, pois ambos tinham jogado andebol. Os meus pais acabaram por me deixar a jogar ainda muito novo no pavilhão, quando o meu irmão ia aos treinos e a partir daí começou a paixão pelo andebol. ambicionando cada vez mais ser jogador profissional de andebol com o passar dos anos. Sempre quis ser jogador profissional de andebol ou pensou noutras carreiras? Tendo começado a jogar andebol muito novo, fui Em que momento percebeu que tinha condições para ser um profissional nesta modalidade? Felizmente tive uma formação incrível com muitos títulos nas Iniciou o seu trajeto no Francisco de Holanda, clube da sua terra e no qual o seu irmão mais velho já jogava há algumas temporadas. Este foi um fator que o ajudou nesse arranque como federado? Sim, claramente. Foi esse o principal motivo pelo qual comecei a jogar e também o facto de os meus pais adorarem andebol. camadas jovens, orientada pelas pessoas certas e partilhada com colegas excecionais. Todos me fizeram desde cedo acreditar que estava no caminho certo para atingir esse patamar. Acabou por dar o salto para o Sporting em 2010 e entre 2013 e 2015 assumiu grande preponderância na equipa. Esse período, que incluiu a transição pa ra s é n ior, fo i de g ra nde crescimento? Essa mudança trouxe-me grande responsabilidade por ser ainda muito jovem, obrigando-me a crescer muito como pessoa e como jogador. Hoje agradeço muito a toda gente que fez parte do meu crescimento e foi também bom pelo facto de ter conhecido lá a minha mulher. Em 2015, chegou ao FC Porto. Como se deu essa transferência e com que expectativas veio para o clube? Senti que estava na altura de mudar e também que era o desafio ideal para mim. Cheguei a um grande clube, em que todos me apoiaram de sde sempre, tendo a noção de que foi um bocado difícil no início, mas com o passar do tempo fui- me adaptando cada vez mais e sempre com o objetivo de concretizar o meu sonho, que era ser campeão nacional. REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020