O andebol sempre lhe foi familiar. Com o exemplo dos pais e do irmão mais velho,
Rui Silva começou o percurso no clube da terra, em Guimarães, mas a transição para
sénior deu-se longe do conforto do lar, no Sporting. Lisboa, no entanto, reservou-lhe
uma estadia doce. Foi lá que encontrou a companheira de vida e entrou no radar
dos Dragões, chegando à Invicta em 2015 para uma completa afirmação no
panorama nacional. De azul e branco, sente-se em casa: já ganhou o título mais
desejado do país, tornou-se uma das principais figuras da seleção portuguesa e
trabalha também para atingir a glória além-fronteiras. Como a todos os desportistas,
o novo coronavírus fechou-lhe a porta da competição, mas o central mantém aberta
uma janela de esperança num rápido regresso ao abrigo do Arena para o convívio
com a família portista, até porque em cima da mesa ainda há muito a que brindar.
ENTREVISTA de RUI AZEVEDO
OS TIRA A
DE VENCER”
L
embra-se de quando e
como tudo começou
para si no andebol?
Tudo come çou com
q u at ro a n o s n o D e s p o r t ivo
Francisco de Holanda, influenciado
pelo meu irmão e também pelos
meus pais, pois ambos tinham
jogado andebol. Os meus pais
acabaram por me deixar a jogar
ainda muito novo no pavilhão,
quando o meu irmão ia aos
treinos e a partir daí começou
a paixão pelo andebol. ambicionando cada vez mais ser
jogador profissional de andebol com
o passar dos anos.
Sempre quis ser jogador
profissional de andebol ou
pensou noutras carreiras?
Tendo começado a jogar
andebol muito novo, fui Em que momento percebeu que
tinha condições para ser um
profissional nesta modalidade?
Felizmente tive uma formação
incrível com muitos títulos nas
Iniciou o seu trajeto no Francisco
de Holanda, clube da sua terra e
no qual o seu irmão mais velho
já jogava há algumas temporadas.
Este foi um fator que o ajudou
nesse arranque como federado?
Sim, claramente. Foi esse o principal
motivo pelo qual comecei a jogar e
também o facto de os meus pais
adorarem andebol.
camadas jovens, orientada pelas
pessoas certas e partilhada com
colegas excecionais. Todos me
fizeram desde cedo acreditar que
estava no caminho certo para atingir
esse patamar.
Acabou por dar o salto para
o Sporting em 2010 e entre
2013 e 2015 assumiu grande
preponderância na equipa. Esse
período, que incluiu a transição
pa ra s é n ior, fo i de g ra nde
crescimento?
Essa mudança trouxe-me grande
responsabilidade por ser ainda
muito jovem, obrigando-me a
crescer muito como pessoa e como
jogador. Hoje agradeço muito a
toda gente que fez parte do meu
crescimento e foi também bom
pelo facto de ter conhecido lá a
minha mulher.
Em 2015, chegou ao FC Porto.
Como se deu essa transferência
e com que expectativas veio
para o clube?
Senti que estava na altura de
mudar e também que era o
desafio ideal para mim. Cheguei
a um grande clube, em que
todos me apoiaram de sde
sempre, tendo a noção de que
foi um bocado difícil no início,
mas com o passar do tempo fui-
me adaptando cada vez mais
e sempre com o objetivo de
concretizar o meu sonho, que
era ser campeão nacional.
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020