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FUTURO AZUL E BRANCO
HÓQUEI EM FAMÍLIA
Foi com os patins
calçados e sempre com
o apoio dos pais que
Carlo Di Benedetto e
os dois irmãos mais
novos, Roberto e
Bruno, cresceram no
hóquei. “Partilhamos
desde pequenos esta
paixão”, confirmou o
avançado do FC Porto,
enquanto se lembrava da
competitividade sempre
vivida entre os três. “Tudo
o que tinha um primeiro
e segundo classificado,
nós queríamos ganhar,
fosse no pavilhão, em
casa ou na Playstation.
Hoje, continuamos a
ter essa mentalidade”.
No rinque, festejaram
juntos. “Conquistámos
o campeonato no La
Vendéene. Foi incrível,
porque foi algo que
sempre quisemos fazer”.
Questionado sobre quem
é o melhor dos três, Di
Benedetto foi jogador de
equipa. “Completamo-nos
perfeitamente. O ponto
mais fraco de um é o
ponto mais forte do outro”.
“Quando
és
pequeno,
o teu
sonho é
jogar nas
melhores
equipas
do mundo,
das quais
o FC Porto
faz parte.”
O MELHOR CAMPEONATO
Em França, em Espanha
ou em Portugal, Carlo Di
Benedetto teve sempre a
oportunidade de festejar
títulos e jogar ao mais alto
nível. No entanto, para o
hoquista, o campeonato
português está acima de
qualquer um. “Em Espanha,
por exemplo, joga-se um
hóquei muito tático, em
que as equipas acabam por
se fechar. Aqui, as equipas
arriscam mais e olham
mais para a frente, tentando
encontrar maneiras de
aproveitar os pontos fracos
das equipas adversárias”,
“Quando és pequeno, o
teu sonho é jogar nas
melhores equipas do
mundo, das quais o
FC Porto faz parte. Desde
pequeno que era um
dos clubes de que mais
gostava, por isso pode
dizer-se que jogar aqui é
um sonho cumprido”. É
desta forma que Carlo
Di Benedetto explica
a chegada à cidade
Invicta e ao FC Porto.
No pavilhão, já foram
muitos os golos que
marcou, mas é a força
das bancadas que mais
o impressiona. “O Dragão
Arena cheio é incrível e
sente-se muito o apoio
dos adeptos a torcer
por nós. A sensação
é sempre brutal”.
No jogo de estreia,
conquistou a Supertaça
e cedo percebeu o
que era preciso para
se ser jogador nesta
casa. “Vim para o
FC Porto para ganhar
títulos e sei que todos
juntos continuaremos a
trabalhar para isso. Foi
muito bom começar
a época dessa forma,
mas, como disse há
pouco, queremos
sempre mais”, afirmou.
Questionado sobre o
que distingue os Dragões
do resto das equipas, o
avançado teve vários
pontos a destacar. “A
união e o facto de nunca
desistir. Ainda assim, o
mais importante para
mim é a proximidade
com que se vive, tanto
com os adeptos na
rua como com o resto
das modalidades com
quem partilhamos o
pavilhão”, contou. Essa
ligação é especial e algo
que Carlo Di Benedetto
não experienciou em
França ou em Espanha.
“O ambiente de trabalho
que o FC Porto nos
disponibiliza é fantástico.
Senti-me como se já
pertencesse a esta família
há muitos anos”, admitiu.
HENRY, KOBE E LEBRON
observou, completando
que “as equipas estudam
mais os rivais” em Portugal,
o que obriga a “variar muito
o jogo”. “Não há dúvidas. O
campeonato português é o
melhor, porque tem muitas
equipas de alto nível e os
pavilhões cheios”, concluiu.
Carlo Di Benedetto não
costuma pensar em
heróis ou ídolos, apenas
em “inspirações”. “Sempre
me inspirei nos melhores
jogadores e nas melhores
equipas, como o FC Porto,
o Liceo ou o Barcelona”.
Contudo, há pessoas fora
do mundo do hóquei que o
avançado vê como exemplos.
“Sempre gostei muito do
Thierry Henry e da maneira
dele pensar, tal como o Kobe
Bryant e o Lebron James.
São referências em termos
de sacrifício, dedicação,
esforço e trabalho”.
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020