Dragões #400 Mar 2020 | Page 59

59 FUTURO AZUL E BRANCO HÓQUEI EM FAMÍLIA Foi com os patins calçados e sempre com o apoio dos pais que Carlo Di Benedetto e os dois irmãos mais novos, Roberto e Bruno, cresceram no hóquei. “Partilhamos desde pequenos esta paixão”, confirmou o avançado do FC Porto, enquanto se lembrava da competitividade sempre vivida entre os três. “Tudo o que tinha um primeiro e segundo classificado, nós queríamos ganhar, fosse no pavilhão, em casa ou na Playstation. Hoje, continuamos a ter essa mentalidade”. No rinque, festejaram juntos. “Conquistámos o campeonato no La Vendéene. Foi incrível, porque foi algo que sempre quisemos fazer”. Questionado sobre quem é o melhor dos três, Di Benedetto foi jogador de equipa. “Completamo-nos perfeitamente. O ponto mais fraco de um é o ponto mais forte do outro”. “Quando és pequeno, o teu sonho é jogar nas melhores equipas do mundo, das quais o FC Porto faz parte.” O MELHOR CAMPEONATO Em França, em Espanha ou em Portugal, Carlo Di Benedetto teve sempre a oportunidade de festejar títulos e jogar ao mais alto nível. No entanto, para o hoquista, o campeonato português está acima de qualquer um. “Em Espanha, por exemplo, joga-se um hóquei muito tático, em que as equipas acabam por se fechar. Aqui, as equipas arriscam mais e olham mais para a frente, tentando encontrar maneiras de aproveitar os pontos fracos das equipas adversárias”, “Quando és pequeno, o teu sonho é jogar nas melhores equipas do mundo, das quais o FC Porto faz parte. Desde pequeno que era um dos clubes de que mais gostava, por isso pode dizer-se que jogar aqui é um sonho cumprido”. É desta forma que Carlo Di Benedetto explica a chegada à cidade Invicta e ao FC Porto. No pavilhão, já foram muitos os golos que marcou, mas é a força das bancadas que mais o impressiona. “O Dragão Arena cheio é incrível e sente-se muito o apoio dos adeptos a torcer por nós. A sensação é sempre brutal”. No jogo de estreia, conquistou a Supertaça e cedo percebeu o que era preciso para se ser jogador nesta casa. “Vim para o FC Porto para ganhar títulos e sei que todos juntos continuaremos a trabalhar para isso. Foi muito bom começar a época dessa forma, mas, como disse há pouco, queremos sempre mais”, afirmou. Questionado sobre o que distingue os Dragões do resto das equipas, o avançado teve vários pontos a destacar. “A união e o facto de nunca desistir. Ainda assim, o mais importante para mim é a proximidade com que se vive, tanto com os adeptos na rua como com o resto das modalidades com quem partilhamos o pavilhão”, contou. Essa ligação é especial e algo que Carlo Di Benedetto não experienciou em França ou em Espanha. “O ambiente de trabalho que o FC Porto nos disponibiliza é fantástico. Senti-me como se já pertencesse a esta família há muitos anos”, admitiu. HENRY, KOBE E LEBRON observou, completando que “as equipas estudam mais os rivais” em Portugal, o que obriga a “variar muito o jogo”. “Não há dúvidas. O campeonato português é o melhor, porque tem muitas equipas de alto nível e os pavilhões cheios”, concluiu. Carlo Di Benedetto não costuma pensar em heróis ou ídolos, apenas em “inspirações”. “Sempre me inspirei nos melhores jogadores e nas melhores equipas, como o FC Porto, o Liceo ou o Barcelona”. Contudo, há pessoas fora do mundo do hóquei que o avançado vê como exemplos. “Sempre gostei muito do Thierry Henry e da maneira dele pensar, tal como o Kobe Bryant e o Lebron James. São referências em termos de sacrifício, dedicação, esforço e trabalho”. REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020