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GANHAR, GANHAR E GANHAR
O hoquista cresceu em Noisy-
le-Grand, juntamente com dois
irmãos mais novos. Carlo Di
Benedetto passou mais de dez
anos nos escalões de formação,
por três equipas diferentes,
mas sempre com ligação às
vitórias. “Dos 6 aos 15 anos estive
no Noisy-Le Grand e depois
fui para o Mérignac. Estive um
ano no clube, em que joguei
tanto na categoria jovem como
sénior. No final dessa época
mudei-me para o La Vendéenne,
equipa em que permaneci
durante três anos, dois deles
na categoria jovem. No total,
ganhei 22 títulos franceses em
categorias jovens”, observou.
Foi no La Vendéenne que o
atleta se mostrou ao mundo
do hóquei em patins. Ao longo
de três temporadas, Carlo Di
Benedetto teve a oportunidade
de crescer como jogador e de
se mostrar nos palcos europeus.
“Foram anos muito bons para a
minha família, que gostaram
muito da cidade e atualmente
ainda vivem lá. Paralelamente,
foi muito enriquecedor, uma
vez que ganhei duas Taças de
França e um campeonato”.
O campeonato francês,
conquistado em 2015/16,
acabou por ser uma “surpresa”
para o hoquista. “Foi o ano
em que menos era esperado
ganharmos, porque éramos
uma equipa muito jovem e
“Senti muito
orgulho por
ter suscitado o
interesse de um
clube tão grande.”
mesmo assim conseguimos
alcançar esse objetivo, que
já fugia do clube há muitos
anos. Foi muito bom ir
embora sabendo que tinha
conseguido dar o meu
melhor e com a sensação de
trabalho feito”, acrescentou.
RÓTULO DE GOLEADOR
EM ESPANHA
O salto para “um dos
melhores clubes do mundo”
aconteceu no arranque de
2016/17, com a mudança
para o Liceo. Na Corunha,
Carlo Di Benedetto
conheceu Xavier Malián
e Sergi Miras, jogadores
que o acompanharam
no trajeto até à Invicta,
no início desta época.
Ao todo, foram três anos
em que aprendeu muito.
“No início foi um pouco
difícil, porque era muito
jovem e tinha chegado a
uma nova cidade sozinho.
No entanto, cresci muito
nesses três anos, porque
joguei numa equipa que
sempre quer estar na
luta por todos os títulos e
treinámos todos os dias
para que isso acontecesse”.
Recordando os tempos
em que chegou à cidade
galega, o avançado não
esquece a felicidade que
sentiu quando confirmou
a mudança. “Era uma
REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020
“O Dragão
Arena cheio
é incrível
e sente-se
muito o apoio
dos adeptos
a torcer
por nós. A
sensação
é sempre
brutal.”
equipa composta por
jogadores que admirava
e via na televisão.
Passarem a ser meus
companheiros foi algo
muito bom. Todos me
acolheram-me bem
e fizeram com que o
facto de estar sozinho
fosse menos difícil de
superar”, acrescentou.
Nesses três anos,
Carlo Di Benedetto
conquistou duas
Supertaças e esteve
ainda em duas finais da
Taça do Rei, mas não
escondeu a dificuldade
de defrontar
constantemente
um dos melhores
do mundo. “É muito
difícil lutar contra o
Barcelona. Olhando
para trás, sinto que
trabalhámos sempre
para conquistar
todas as competições.
Quer-se sempre
mais”, admitiu.