Dragões #400 Mar 2020 | Página 58

58 GANHAR, GANHAR E GANHAR O hoquista cresceu em Noisy- le-Grand, juntamente com dois irmãos mais novos. Carlo Di Benedetto passou mais de dez anos nos escalões de formação, por três equipas diferentes, mas sempre com ligação às vitórias. “Dos 6 aos 15 anos estive no Noisy-Le Grand e depois fui para o Mérignac. Estive um ano no clube, em que joguei tanto na categoria jovem como sénior. No final dessa época mudei-me para o La Vendéenne, equipa em que permaneci durante três anos, dois deles na categoria jovem. No total, ganhei 22 títulos franceses em categorias jovens”, observou. Foi no La Vendéenne que o atleta se mostrou ao mundo do hóquei em patins. Ao longo de três temporadas, Carlo Di Benedetto teve a oportunidade de crescer como jogador e de se mostrar nos palcos europeus. “Foram anos muito bons para a minha família, que gostaram muito da cidade e atualmente ainda vivem lá. Paralelamente, foi muito enriquecedor, uma vez que ganhei duas Taças de França e um campeonato”. O campeonato francês, conquistado em 2015/16, acabou por ser uma “surpresa” para o hoquista. “Foi o ano em que menos era esperado ganharmos, porque éramos uma equipa muito jovem e “Senti muito orgulho por ter suscitado o interesse de um clube tão grande.” mesmo assim conseguimos alcançar esse objetivo, que já fugia do clube há muitos anos. Foi muito bom ir embora sabendo que tinha conseguido dar o meu melhor e com a sensação de trabalho feito”, acrescentou. RÓTULO DE GOLEADOR EM ESPANHA O salto para “um dos melhores clubes do mundo” aconteceu no arranque de 2016/17, com a mudança para o Liceo. Na Corunha, Carlo Di Benedetto conheceu Xavier Malián e Sergi Miras, jogadores que o acompanharam no trajeto até à Invicta, no início desta época. Ao todo, foram três anos em que aprendeu muito. “No início foi um pouco difícil, porque era muito jovem e tinha chegado a uma nova cidade sozinho. No entanto, cresci muito nesses três anos, porque joguei numa equipa que sempre quer estar na luta por todos os títulos e treinámos todos os dias para que isso acontecesse”. Recordando os tempos em que chegou à cidade galega, o avançado não esquece a felicidade que sentiu quando confirmou a mudança. “Era uma REVISTA DRAGÕES MARÇO 2020 “O Dragão Arena cheio é incrível e sente-se muito o apoio dos adeptos a torcer por nós. A sensação é sempre brutal.” equipa composta por jogadores que admirava e via na televisão. Passarem a ser meus companheiros foi algo muito bom. Todos me acolheram-me bem e fizeram com que o facto de estar sozinho fosse menos difícil de superar”, acrescentou. Nesses três anos, Carlo Di Benedetto conquistou duas Supertaças e esteve ainda em duas finais da Taça do Rei, mas não escondeu a dificuldade de defrontar constantemente um dos melhores do mundo. “É muito difícil lutar contra o Barcelona. Olhando para trás, sinto que trabalhámos sempre para conquistar todas as competições. Quer-se sempre mais”, admitiu.