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OUTUBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
Uma Casa para todos os dias
A Casa FC Porto de Chaves celebrou 25 anos com André Villas-Boas, antigas glórias e uma dedicação que se mede muito para lá dos dias de festa. Na terra de Pavão, o presidente agradeceu a quem mantém o clube próximo, mesmo quando o estádio fica longe, e deixou um compromisso de trabalho, proximidade e respeito durante todo o ano.
Oito horas para chegar às Antas. A recordação, partilhada nas comemorações do 25.º aniversário da Casa FC Porto de Chaves, dá uma medida do esforço que muitos adeptos fizeram para acompanhar a equipa. A viagem encurtou com os anos, mas continua a exigir tempo, dinheiro e disponibilidade. André Villas-Boas levou esse reconhecimento ao encontro de 3 de outubro, numa noite dedicada a quem, a partir de Trás-os-Montes, faz do apoio ao FC Porto uma presença constante.“ Não venho a Chaves visitar um FC Porto distante. Venho encontrar uma parte do nosso FC Porto.” A frase do presidente definiu o sentido da celebração. A Casa festejava um quarto de século graças aos fundadores, às sucessivas direções e a todos os que lhe deram tempo, trabalho e recursos. O agradecimento estendeuse às famílias que acompanharam esse esforço, tantas vezes sem outro reconhecimento além da satisfação de ver a porta continuar aberta.“ Abrir uma Casa do FC Porto exige entusiasmo. Mantê-la durante um quarto de século exige dedicação, persistência e muita vontade.” Ao distinguir o impulso da fundação, Villas-Boas pôs em primeiro plano os protagonistas do aniversário. Organizar encontros, juntar adeptos e assegurar o funcionamento de uma associação exige uma disponibilidade que não se esgota nos noventa minutos.
Pavão, uma ligação que permanece
João Pinto, António Frasco e Rui Barros acompanharam o presidente. A presença dos três levou ao jantar histórias de diferentes gerações, com material suficiente para prolongar a noite.“ O problema é que, se começarem a contar todas, o jantar transforma-se em pequeno-almoço”, brincou Villas-Boas. A ligação de João Pinto ao Desportivo de Chaves, que treinou, foi lembrada, mas a evocação recuou a Fernando Pascoal Neves. Nascido na cidade, Pavão passou pela formação flaviense antes de chegar ao FC Porto, clube pelo qual disputou 229 jogos, marcou 25 golos e conquistou a Taça de Portugal de 1968. Morreu aos 26 anos, em pleno relvado das Antas, sem chegar a conhecer os grandes ciclos de vitórias que se seguiriam. O presidente recordou o talento, a inteligência e a entrega de um jogador cujo lugar na memória portista não depende da extensão do palmarés.“ A memória de um clube não se faz apenas com aqueles que levantaram mais troféus. Faz-se também com quem o segurou nos tempos difíceis e nunca deixou de acreditar.” Na terra natal de Pavão, a homenagem encontrou uma razão acrescida: Chaves deu ao FC Porto um dos homens que ajudaram a prepará-lo para o futuro. Jesualdo Ferreira, que partilhou equipa e amizade com Pavão em Chaves, e
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