Dragões #479 Out 2026 | 页面 49

ENTRE LINHAS
OUTUBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
Kiwior serviu,
Oskar marcou e Bednarek juntou-se à festa. Na Madeira, a solução chegou em polaco, mas três pontos não precisaram de tradução.
Alberto deixou Kovář para trás, mas Dest ainda se colocou entre o lateral e o empate. servido por um toque de calcanhar de Pepê. Recuperar de uma desvantagem em sete minutos, fora de casa, na Liga dos Campeões, recomenda uma equipa. O problema é que o Betis não estava disposto a subscrever o elogio. Samu tinha feito a parte dele com uma pressa compreensível. Depois de meses de recuperação, precisou de dois minutos para marcar. O corpo tinha passado demasiado tempo a obedecer a calendários clínicos, mas a bola não precisou de tanto acompanhamento. A combinação com Pepê teve a simplicidade das coisas bem executadas e, por instantes, ofereceu à noite um desfecho bastante convincente. Faltava convencer o Betis, que ainda tinha uma palavra a dizer e disse duas. Cucho Hernández empatou e Isco completou a reviravolta de penálti. O FC Porto passou de estar a perder a estar a ganhar e regressou ao ponto de partida, com a agravante de já não ter tempo para corrigir o percurso, embora a capacidade de reação mereça reconhecimento. Oito vitórias em oito jornadas no campeonato, duas derrotas em duas jornadas europeias. Os números não se anulavam, por muito jeito que desse apresentar em Nyon o saldo da liga portuguesa. A Champions tem contabilidade própria e pouca sensibilidade para argumentos de prestígio. Em Sevilha, o FC Porto mostrou que podia ganhar, mas ficou a faltar a parte que se leva para a classificação.
O provérbio não joga
À terceira é de vez, garante a sabedoria popular, que tem a vantagem de nunca precisar de comparecer na conferência de imprensa. No Dragão, o provérbio ficou por cumprir. O PSV venceu pela margem mínima e adiou a chegada dos primeiros pontos europeus do FC Porto, numa noite em que até o empate encontrou um último obstáculo sobre a linha de baliza. Os neerlandeses tiveram qualidade com bola e criaram dificuldades, como seria de esperar de uma equipa pouco habituada a passar os jogos à espera da iniciativa alheia. Guus Til marcou aos 57 minutos e deixou o FC Porto novamente perante a necessidade de recuperar de uma desvantagem. Um exercício que a equipa já resolveu várias vezes nesta época, mas ao qual seria conveniente não ganhar excessiva familiaridade. Farioli mexeu, a equipa respondeu e o banco voltou a dar razões para acreditar noutro desfecho. André Silva encontrou Kovář, Froholdt, na recarga, encontrou Geertruida sobre a linha. Ultrapassar o guarda-redes já costuma dar trabalho suficiente, mas desta vez foi preciso contar também com um defesa pouco sensível à vontade de quase um estádio inteiro. O empate não chegou, mas a procura
49