VOLEIBOL
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ QUANDO ERA MAIS NOVA, NEM HAVIA EQUIPA DE VOLEIBOL NO FC PORTO E EU JÁ DIZIA QUE UM DIA IA JOGAR AQUI.”
o voleibol de outra forma? Sim. A Muri [ Natalia Paszkowska ] é uma grande referência para mim pela forma como treina todos os dias e como consegue aplicar toda a experiência que tem dentro do campo.
Este verão chegaram alguns reforços. O que podemos esperar deste plantel renovado? Cheguei recentemente da seleção, mas do pouco que já vi, noto que têm muita energia e vontade. Podem esperar um grupo muito feliz, com qualidade e que se diverte muito em campo. Isso é o mais importante e é um grande passo para podermos ser campeãs novamente.
Qual vai ser o seu papel na integração das novas companheiras? Quando se chega ao FC Porto, sentese logo o peso de um clube grande com muita história. O meu papel é fazê-las entender que quem veste esta camisola também representa uma cidade. Diria que é algo que se aprende rápido, porque é fácil amar esta cidade.
São já várias as estrangeiras rendidas ao FC Porto? Sem dúvida. Elas já sabem identificar o sotaque do Porto e identificam-se com as pessoas da cidade por viverem aqui. Isso faz com que se identifiquem rapidamente com o clube e com que sintam que fazem parte desta comunidade.
Que expectativas tem para esta época? As mesmas de sempre: ganhar e ser campeã. Todas as competições em que estamos inseridas são para ganhar. Além disso, gostava de garantir o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, de forma a orgulhar os portistas. A nível individual, gostava de conseguir ajudar a equipa em mais jogos e de ter o privilégio de assumir mais responsabilidades dentro do campo.
O que é que podemos esperar do FC Porto nas provas internas? Podem esperar sempre o máximo e uma equipa muito confiante. Vimos de uma época muito boa e queremos entrar com confiança. Sabemos que temos qualidade, mas vamos dar tudo, mostrar muita ambição e representar da melhor forma este clube tão grande e esta cidade tão importante. Queremos ganhar todas as competições.
E na Liga dos Campeões, quais vão ser as principais dificuldades? Vamos jogar contra as melhores equipas da Europa e vamos encontrar algumas dificuldades na velocidade do jogo. O ataque é sempre o ponto forte das melhores equipas, por isso vamos ter de ser eficazes na defesa e no bloco. Estou confiante de que podemos fazer algo bonito.
O primeiro adversário é o Andalucía, onde joga a Maria Reis Lopes. Tiveram a oportunidade de trocar impressões? Sim, fomos colegas de quarto no estágio da seleção. Ela ficou muito feliz por ter a hipótese de jogar contra nós, mas sabe que o FC Porto é uma equipa que impõe respeito, porque também já jogou aqui e foi nossa adversária quando estava no Sporting de Braga.
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