VOLEIBOL
SETEMBRO 2026 REVISTA DRAGÕES
a evolução do campeonato. Com a entrada em cena do FC Porto, as equipas começaram a reforçar-se para nos acompanharem e isso fez com que o nível do campeonato aumentasse. Hoje as jogadoras portuguesas têm de dar mais e isso é muito positivo para a seleção. Além disso, tem havido um maior investimento por parte da Federação. Este ano tivemos jogos de preparação pela primeira vez e isso fez toda a diferença.
Qual o nível do voleibol português dentro do panorama europeu? Ainda não estamos no topo, mas estamos a entrar para a lista das melhores equipas da nossa liga. As equipas de topo disputam a VNL [ Liga das Nações ], que é a melhor competição, e nós estamos inseridas na Liga Europeia. Fizemos uma boa prestação, mas a partir do próximo ano já vamos ter de mostrar que conseguimos chegar mais longe para, um dia mais tarde, disputarmos a VNL.
O que falta para que o voleibol nacional esteja nesse nível? Nunca vamos sobressair pelo físico, porque as portuguesas não são muito altas, por isso temos de aprender a jogar com as nossas armas. Temos de ser melhores nos outros fundamentos, como a receção, a defesa ou o serviço, e saber acelerar o jogo. Falta-nos experiência para conseguirmos chegar às finais, mas o Europeu já serviu para mostrarmos que conseguimos bater-nos bem nos jogos grandes. Acredito que isso vai trazer frutos. jogadoras tão experientes ajudou-me a saber lidar com várias situações dentro de campo e a assumir uma postura mais calma na seleção.
Antes disso já tinha sido chamada às seleções jovens. Como foi representar o país pela primeira vez? Comecei a ir à seleção com 13 ou 14 anos e fiquei logo muito contente e orgulhosa. Ainda sinto um nervoso miudinho ao ouvir o hino, mas é uma sensação muito boa. Graças à seleção, aprendi a ter muita disciplina dentro e fora de campo.
Capitanear as sub-22 no Europeu antes de disputar a mesma competição pelas seniores foi um bom teste? Sem dúvida, até porque há muitas atletas de outros países que também disputam as duas competições. Nas sub-22 tive a oportunidade de defrontar grandes seleções, como a Polónia, a Itália ou a Sérvia. Foi um bom teste para ganhar experiência e para entender como jogam as equipas de alto nível.
O que significou liderar a seleção numa competição como o Euro? Fico muito orgulhosa por sentir que as minhas colegas me veem como um exemplo. Claro que fico contente por confiarem em mim, mas a responsabilidade é sempre a mesma, independentemente de ser capitã ou não.
Por que tivemos de esperar até 2026 para ver Portugal alcançar a primeira vitória num Europeu? Acredito que está relacionado com
No Europeu assumiu um papel diferente do habitual. Há mais competitividade no clube do que na seleção? Na seleção também existe competitividade, mas no FC Porto é superior. Temos de saber ambientar-nos ao papel que temos dentro de cada grupo. Na seleção precisaram mais de mim e fico contente por ter conseguido ajudar, mas se aqui precisarem de mim de outra forma também vou dar o meu melhor. Fica a imagem de que sou capaz de ajudar a equipa noutras funções além de servir e receber, se assim for necessário. Espero continuar neste caminho e mostrar que posso fazer cada vez mais.
Trabalhar com jogadoras estrangeiras com experiência em tantos países ajudou-a a encarar
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